O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

O magnicídio na Noruega e a morte de uma cantora foram duas ocorrências próximas no tempo.

 

Nada liga, obviamente, os dois acontecimentos.

 

Mas vale a pena meditar no que subjaz a ambos os factos.

 

Os protagonistas são dois jovens adultos: um com 32 anos, outra com 27.

 

Eles configuram a expressão mais radical de algumas tendências em curso numa sociedade doente.

 

Notoriamente e cada um à sua maneira, não se reviam na civilização nem no rumo que ela tomava.

 

Amy Winehouse e Anders Breivik são dois ícones dos nossos tempos.

 

Amy Winehouse simboliza tantas vidas destruídas. Anders Breivik sinaliza muitas vidas destruidoras.

 

Tudo é muito rápido, veloz, letal.

 

Os dois acabam sós.

 

Anders Breivik vivia só no isolamento. Amy Winehouse sentia-se só no meio da multidão.

 

Ela teve dificuldade em aceitar-se a si mesma. Ele não teve vontade de aceitar os outros.

 

Amy Winehouse pôs fim ao desespero.

 

Anders Breivik lança uma onda de desespero.

 

Ela terminou de um modo desesperado. Ele agiu de uma forma desesperante.

 

O saldo não é positivo. O ambiente não é sadio.

 

Há muitos que se satelizam em torno de figuras deste género.

 

Estes perfis de comportamento tendem a replicar-se. O desfecho pode não ser semelhante. O estrondo pode ser menor. Mas a dor continua a ser imensa.

 

 O coração das pessoas é um lugar imprevisível: tanto aloja o melhor, como é capaz de soltar o que há de pior!

publicado por Theosfera às 11:27

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