O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

Deste domingo ecoa uma notável entrevista a Frei Bento Domingues.

 

Realce, desde logo, para a coerência e o desassombro.

 

Muitos lugares-comuns, em que nascemos e fomos (de)formados, são questionados.

 

Pertinente a referência a uma posição de S. Tomás: «Se faço uma coisa porque está mandado, mesmo que seja por Deus, não sou livre. Só sou livre quando faço, ou deixo de fazer, porque é mal ou bem».

 

Este discernimento está em linha com o pedido de Salomão que escutámos na Missa deste dia. Ele pede um coração inteligente para discernir o mal do bem.

 

A capacidade de ascender à verdade é um dom que Deus ofereceu a cada ser humano. Está por isso para lá do escrutínio da autoridade.

 

Frei Bento dissente, por isso, do preceito de Sto. Inácio: «Se vês que é branco, mas a hierarquia te diz que é negro, tens de dizer que é negro».

 

A Igreja nunca pode ser um partido e os modos de actuar têm de ser necessariamente diferentes. «A vida é mística e o místico é aquele que nunca pode parar porque o seu desejo é mesmo de infinito».

 

É preciso estar atento ao sectarismo, quer do ponto de vista religioso, quer do ponto de vista político. «O sectarismo cega. A pessoa já não vê nada ao lado, e também não pode ver nada à frente, as transformações».

 

Deus é um tesouro, muitas vezes, escondido num campo que é a nossa consciência. Com todos os riscos, é a ela que temos de apelar em último caso.

 

Sagrado não é só o templo. Sagrada não é apenas a lei. Frei Bento sublinha que, antes de mais, «sagrado é o ser humano».

 

Nunca podemos, por isso, acenar com o medo. «Deus não é temor. Deus é amor. Escolhi isso para a minha vida. Se Deus não nos amasse, iria para o desemprego, porque Deus só sabe amar».

 

Notável. Para ler e guardar. 

publicado por Theosfera às 10:23

De Maria da Paz a 25 de Julho de 2011 às 02:16


«Deus é um tesouro, muitas vezes, escondido num campo que é a nossa consciência. Com todos os riscos, é a ela que temos de apelar em último caso.»

Magnífico, Rev.mo Senhor Doutor!

E a nossa consciência também é templo de Deus - digo eu.
Daí que haja uma urgente e absoluta necessidade de formar bem as consciências - o que não acontece, quase nunca nos nossos dias.
Veja-se como a Família des )educa; veja-se como a Escola
des )educa! Veja-se como os "media", com a criminosa cumplicidade e assentimento dos des )Governos que temos tido, têm pervertido, ceifado a eito as consciências e a inocência dos mais novos: criancinhas, adolescentes e jovens! (E também fazem mal aos mais velhos).
E ninguém põe travão a este descalabro criminoso: silencioso e hediondo como os escondidos campos de concentração nazis ou soviéticos ! Se alguém grita, no meio desta desgraça, os gritos são abafados: vivemos, hoje com uma mordaça na boca!
Onde está a Liberdade?
A diatura da Mediocridade e do Lixo impõe-se , violando as consciências e impedindo o integral e harmonioso desenvolvimento anímico de gerações e gerações ! Os mais novos já não têm, muitas vezes, acesso à Dignidade. E ninguém grita!
Neste tempo de escuridão, a voz abençoada dos Profetas é abafada e os mesmos são ostracizados. Onde estamos?

«Se vês que é branco, mas a hierarquia te diz que é negro, tens de dizer que é negro». Valha-nos Deus, Santo Inácio! Começo a acreditar que alguns "Santos" não são "Santos"... Valha-nos Deus!

Agora compreendo por que razão uma boa amiga (20 anos mais velha do que eu) conhecendo-me a rebeldia e a procura da rectidão (nem sempre conseguida), me diga, em jeito de brincadeira, que, se eu tivesse ido para freira, já teria deitado fogo ao convento!

«Vade retro!»

Maria da Paz (e da Guerra, em algumas situações).



P.S. Rev.mo Senhor Doutor: perdoe-me a irreverência! Já sei que conto com a sua abençoada paciência! Afectuoso abraço.
M. P.



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