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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

Das más teorias já não se esperarão boas práticas. Sucede que, não raramente, nem as melhores teorias nos livram da hediondez das más práticas.

 

Este é um problema que tem sido estudado, com acuidade, em diversas áreas do saber.

 

A questão costuma dirimir-se entre o nazismo (do qual já não se esperaria nada de bom) e o comunismo (do qual se esperaria a libertação e jamais a opressão).

 

Mas a discussão acaba por envolver o próprio Cristianismo, cuja história não passa ao lado de vis atentados à vida e dignidade das pessoas.

 

Habitualmente, descansamos o ego (pessoal e colectivo), apontando para as luzes que sobrepujam as sombras.

 

Para lá de enormes torcionários, houve, sem dúvida, grandes santos.

 

Mas isso vale para todos os sistemas. Nem todos os comunistas foram (nem são) ditadores ou inimigos da liberdade. Nem todos os maçons são anticlericais.

 

Não deixa de ser perturbador (e os historiadores assinalam isso) verificar que, apesar de reconhecermos a importância das ideias, foi em nome de ideias que mais se matou ao longo da história.

 

Os estudiosos alegam que o problema estriba no facto de se transformar movimentos inspiradores em códigos apertados. A dissidência não é permitida e, muitas vezes, nem a pergunta é tolerada.

 

Por outro lado, também se fala da distância que existe, por exemplo, entre Marx e o Comunismo e Cristo e o Cristianismo.

 

Acresce que, com tudo isto, vai-se notando que há muito de Marx que fica por fazer e muito de Cristo que fica por aplicar.

 

Por alguma razão Gandhi terá dito que amava Cristo, mas não gostava dos cristãos.

 

Só quando houver condições para uma reforma das instituições, os momentos fundadores poderão ter ressonância na vida das pessoas.

 

Uma coisa parece consensual para todos: há mais Marx para lá do comunismo e há muito mais Cristo para lá do Cristianismo.

publicado por Theosfera às 22:18

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