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Quarta-feira, 13 de Julho de 2011

A Europa tem futuro, mas tem mais passado.

 

É isto que explica que a realidade acabe sempre por se sobrepor ao sonho.

 

É isto que explica, concretamente, que um economista da Alemanha afirme não querer que os alemães sustentem os portugueses e os gregos.

 

Frases como esta sinalizam, supremamente, a fragilidade do projecto europeu.

 

Ainda não foi possível criar uma identidade europeia. As nacionalidades são mais fortes.

 

Seria de esperar que a filosofia de base fosse esta: europeus apoiam europeus, seres humanos ajudam seres humanos.

 

Na América do Norte, foi possível estabelecer uma federação porque, entre outros motivos, havia pouco passado e muito futuro.

 

Apesar da crise que também por lá se sente, as sinergias funcionam e os estados que estão melhor auxiliam aqueles que estão em maior apuro.

 

A Europa tem caído sempre diante do seu passado.

 

O sonho da unidade europeia é uma constante.

 

Começou por ser intentado no plano espiritual sob a égide do Catolicismo. Mas surgiu a Reforma e uma clivagem cultural marca o norte protestante e o sul católico.

 

No século XX, a Europa avançou para a unidade em nome do que não queria: a guerra.

 

Mesmo assim, tal determinação embateu inicialmente na resistência anglo-saxónica. Vencida esta, uma nova frente se abriu: a moeda única. Uma vez mais, a unanimidade não foi conseguida. O Reino Unido não quis aderir ao euro. Outros, como Portugal e a Grécia, mostram não terem grandes condições de permanecer no euro.

 

Como explica Pedro Bidarra, a realidade triunfa sempre sobre a ideia.

 

O futuro acena. Mas o passado continua a condicionar.

 

Conseguirá, alguma vez, a Europa sobreviver a si mesma?

publicado por Theosfera às 22:27

De António a 14 de Julho de 2011 às 14:14
A Europa está em construção, mas é uma edificação extremamente difícil enquanto os agiotas financeiros não forem postos em sentido e não for instituída uma economia europeia de verdadeira solidariedade social.

Isso passa por romper os cânones dogmáticos do capitalismo e criar uma economia ao serviço do Homem em vez de colocar o Homem ao serviço das diversas multinacionais de interesses.

Mas o mais certo será alguns poderosos quererem conciliar o inconciliável.

Até um dia...

De Theosfera a 14 de Julho de 2011 às 16:04
Muito obrigado, bom Amigo, por mais esta excelente ponência, oportuna como sempre. Muita paz no Senhor. Abraço amigo.


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