Vasco Pulido Valente cumpre, entre nós, uma missão que é um misto de Cassandra e Malagrida.
Ele é uma espécie de arauto das más notícias. Mas é um pessimista brilhante. E, muitas vezes, acerta.
Não creio que a Europa tenha morrido, como anuncia hoje.
Só que, descontando o excesso hiperbólico, há uma verdade que sobressai com pertinência. A Europa vai sobrevivendo. E, como já alertava Edgar Morin, sobreviver não é o mesmo que viver.
Para Mark Twain, «a profecia é um género muito difícil, sobretudo quando aplicado ao futuro».
Não sabemos o que será a Europa ou se haverá Europa.
A Europa que é difere muito da Europa que foi. O dinheiro seduziu-a O dinheiro esvaziou-a.
Subsiste um nome. Persistirá a alma?

