O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 26 de Junho de 2011

O Álvaro deixou um aviso, fez um reparo e formulou um pedido.

 

O aviso vem de trás e nem sequer traz nada de novo. Dizer que vêm aí tempos difíceis parece uma redundância. Difíceis são os tempos desde há muito.

 

Depois, o Álvaro chamou a atenção para uma falha. Havia produtos nacionais em exposição, mas seria bom que houvesse uma bandeira portuguesa para os sinalizar.

 

Finalmente, o Álvaro pediu que não o tratassem por ministro. E deu o exemplo dele mesmo. Quando chegou a Inglaterra, era tratado pelo nome próprio, por Álvaro.

 

Curioso paradoxo este: depois de apelar para os produtos nacionais, apela para uma prática habitual no estrangeiro.

 

Será uma espécie de snobismo ao contrário?

 

O Governo está a dar bastos sinais quanto ao estilo. É composto por pessoas desinibidas, com um porte informal, quase iconoclasta. Basta reparar no ministro que chegou de mota (ele que também Mota se chama) à tomada de posse.

 

São práticas enxutas, saudavelmente refrescantes. Mas não é por aí que o país avança.

 

Às vezes, o saldo destes excessos de informalidade nem costuma ser muito positivo. Alguma transcendência nos contactos não fica mal e nem sequer prejudica a estima e a proximidade.

 

Termos um Álvaro que é ministro ou um ministro que é Álvaro não é muito relevante.

 

Importantes não são os gostos pessoais do Álvaro. Importantes são os seus actos como ministro.

publicado por Theosfera às 23:38

De António a 26 de Junho de 2011 às 13:06
Eu aprecio os exemplos de genuína simplicidade e informalidade e não tenho paciência para as poses assumidamente doutorais.

Temos neste país demasiados profs e escassos sábios.

Mesmo que haja algum exagero nessa informalidade, os profs doutorais ainda ficam a ganhar...

De Theosfera a 26 de Junho de 2011 às 13:14
Concordo em absoluto com o princípio que enuncia. A minha dúvida é se estamos perante uma simplicidade genuína. Oxalá que sim. Pode ser que sim. Obrigado por tudo. Feliz Domingo. Abraço no Senhor Jesus.

De Sílvio S. Gomes a 26 de Junho de 2011 às 16:24

E que tal, pá, se nos tratássemos todos por tu, meu?



Perdoe a "genuína simplicidade", Sr. Pe., mas é só para vermos o efeito do fenómeno "ó Álvaro", assim ao vivo.

De António a 27 de Junho de 2011 às 15:13
A genuína simplicidade nada tem a ver com atitudes falsas e hipócritas.

Nunca nenhum dos apóstolos de Cristo o tratou por Vossa Excelência e Ele não se amofinou por causa de um tratamento de proximidade.

Os Seus apóstolos tratavam-no por "tu" e nunca Jesus de Nazaré se colocou em farisaicas tamanquinhas para parecer mais elevado do que era...

De Sílvio Gomes a 28 de Junho de 2011 às 01:15
Até os Imperadores de Roma eram tratados por tu, Sr. Antonio. Mas eram outros os tempos, os costumes, as comunidades.
O argumento de que Cristo era tratado por tu é, pois, uma falácia.

Cada coisa no seu lugar. Já temos excesso de informalidade que baste e que... vai desembocar em falta de educação e de respeito para com o próximo. O Sr. sabe disso.
Mas enfim, cada um expende as opiniões que lhe passam pela cabeça. Veja lá se consegue chegar perto do Ministro e dizer-lhe: «Olá, ó Álvaro! És fixe, pá!» Isto não é crime, decerto. E daria "pano para mangas" na comunicação social, o direito à celebridade, um lugar, quiçá, no Guiness "...

Ó Álvaro!


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