O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 25 de Junho de 2011

Num mundo globalizado, tudo tende a ser estandardizado.

 

As diferenças esbatem-se. O nivelamento impõe-se.

 

Sucede que este mundo globalizado é visto, acima de tudo, como um mercado.

 

Não espanta que, num mundo assim, domine a gestão e predomine a ideologia neoconservadora.

 

As consequências já se fazem sentir, por vezes, de forma dolorosa.

 

A lógica do mercado não abre grande espaço à alternativa nem fomenta a criatividade.

 

O objectivo supremo do mercado é o lucro. Tudo o mais é sacrificado a este desígnio.

 

Ainda que, inicialmente, a contragosto, a maioria dos cidadãos tende a entrar neste jogo. O problema é que os mesmos cidadãos são as vítimas de todo este processo.

 

As regras da gestão, que são adoptadas nas empresas e na governação, destacam a liquedez e ambicionanm o lucro.

 

Não há alternativa e não se nota criatividade.

 

Enquanto a liquidez não chega e o lucro não vem, aplica-se a mesma receita: austeridade, subida de impostos, corte nos salários, despedimentos.

 

Não há qualquer criatividade. Até os mais notáveis académicos subscrevem esta opção.

 

Para a semana, anunciam-se medidas que, pelo que é dito, vão mais além daquilo que foi preceituado pela troika.  

 

Tal intenção fez, aliás, com que o Primeiro-Ministro fosse muito bem recebido na Cimeira Europeia.

 

Sucede que tais medidas passam, provavelmente, pela queda de mais 70 mil pessoas no desemprego.

 

Outro (preocupante) sinal. O importante é causar boa impressão na Europa.

 

Os votos vêm dos portugueses. O dinheiro, porém, chega da Europa.

 

Governa-se em Portugal. Mas o pensamento está na Europa.

 

Todos parecem aplaudir. Não há, asseguram, outro caminho.

 

Eis, pois, o neoconservadorismo ditado pelas regras da gestão.

 

É importante que os cientistas, de qualquer ramo, leiam os clássicos e cultivem as humanidades.

 

As coisas são mais complexas do que parecem. Não há uma única solução. E é sempre possível deitar mão à criatividade.

 

O impulso pela justiça e pela solidariedade é capaz de fazer os milagres que nem a mais excelsa gestão imagina.

publicado por Theosfera às 16:32

De Alma Peregrina a 3 de Julho de 2011 às 21:50
Caro amigo da Theosfera

Tomei a liberdade de publicar este seu magnifíco texto (que tanto me fez pensar) no meu blog
http://cronicasdeumaperegrinacao.blogspot.com

De Theosfera a 3 de Julho de 2011 às 22:09
Obrigado. Disponha sempre. Muita paz no Senhor Jesus.


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