O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

O texto do professor aposentado (aparecido mum jornal desta sexta-feira) faz-se eco da sensação de muitos dos seus coetâneos.

 

Os bons alunos são uma raridade cada vez maior.

 

É cada vez mais difícil motivar os discentes para o essencial da aprendizagem: a atenção.

 

O domínio da língua pátria é pobre. A relação com os números é pouco menos que tumultuosa.

 

Os índices de iliteracia e inumeracia são, de faco, preocupantes.

 

E, no entanto, quem for compulsar as pautas das notas fica, no mínimo, surpreendido.

 

Nunca as classificações foram tão elevadas como actualmente.

 

É natural que os mais idosos se mostrem um pouco sobressaltados.

 

Há tempos, o Prof. Manuel Antunes, reputado cirurgião, confessava que, pelas regras actuais, não teria entrado em Medicina. E, mais recentemente, o Prof. José Mattoso confidenciou que, nos tempos do secundário, era um aluno de 12, 13.

 

O mais curioso é que, porventura, eram alunos que dedicavam mais horas por dia ao estudo do que hoje.

 

Será que, presentemente, o reconhecimento (fornecido pelos professores) é superior ao conhecimento (patenteado pelos alunos)? Haverrá uma sobre-avaliação para um subaproveitamento?

 

É claro que os critérios são diferentes. E é preciso dizer que continua a haver alunos de excepção. Só que estes não se distinguem muito de outros que apresentam os mesmos níveis.

 

As formas de avaliação também vão evoluindo, procurando concentrar-se, hoje, na identificação de situações e não tanto na construção de textos, na elaboração de um pensamento ou na resolução de problemas complexos.

 

Outrora, o bom aluno era quase uma singularidade que sobressaía.

 

Percebo, por isso, alguma perplexidade que anda no ar.

 

E penso que a qualidade deve ser fomentada e distinguida.

publicado por Theosfera às 20:26

De Maria da Paz a 20 de Maio de 2011 às 23:16
Rev.mo Senhor Doutor:

O ensino tornou-se - graças aos governos abrilinos - a maior aberração que conheço. Os alunos não adquirem cultura - mas adquirem vícios. Pôr um filho, hoje, no ensino público, é entregá-lo à sorte, ao acaso: tudo pode acontecer e ninguém é culpado. São os colegas que são agressores, são os professores que não têm autoridade. São ainda os colegas que "arrastam" para vícios: drogas, sexo, etc. Mas isto é mesmo verdade. Também há professores que abusam de alunas - e continuam a dar aulas. Também há professoras mal portadas que continuam a ser professoras. Houve uma que apareceu nua na Playboy " e continua a dar aulas e a ter muito sucesso em festas de carácter duvidoso...
O ensino é um covil de feras: pobres de tantos alunos inocentes e pobres de tantos professores inocentes, competentes e bem intencionados, que se vêem ultrapassados e preteridos precisamente porque têm valores morais que... não convêm ...
Enfim: o ensino público é um autêntico "covil de feras" em que os inocentes são devorados e ficam marcados para toda a vida: alunos e professores.
Horrível!
Afectuosamente,
Maria da Paz

De Theosfera a 20 de Maio de 2011 às 23:37
Ex.ma Senhora Dra. Muito obrigado pela sua presença e apreciação. Abraço amigo no Senhor Jesus.

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