O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

As atitudes são mais reveladoras que os actos.

 

É muito desolador saber que um responsável governativo se mostra mais preocupado com o número de consultas do que com a saúde dos cidadãos.

 

Terá sido um deslize comunicacional da parte de alguém que até costuma destacar-se pela sua ponderação.

 

Mas não deixa de ser um sintoma do desnorte em que nos encontramos.

 

Afinal, as pessoas estão subordinadas ao dinheiro e não o contrário.

 

Às vezes, penso que o melhor serviço que um governo podia prestar ao país era afastar-se da gestão de muitas áreas. Tanto mais que, na sociedade civil, há quem dê mostras de maior competência e sensibilidade.

 

Não se entende que, com tantas pessoas carentes de necessidades de vária ordem, haja cada vez menos médicos. E que em vez de estimular o estudo da Medicina, se opte por contratar médicos estrangeiros.

 

É tudo muito labiríntico, quase non-sense.

 

Nesta altura, há quem ponha o enfoque na existência de determinados ministérios.

 

Haver um ministério da agricultura é sinal da importância da agricultura. Haver um ministério da cultura é sinal da importância da cultura. Haver um ministério da saúde é sinal da importância da saúde. 

 

Mas, na prática, que efeitos tem essa importância institucional?

 

Parece que tudo se resume a uma vontade infrene que tudo controlar, de sufocar as energias que vão resistindo.

publicado por Theosfera às 11:38

De António a 20 de Maio de 2011 às 13:40
Não acredito nas virtualidades económicas do sistema capitalista e também não acredito no esgotado modelo, dito socialista, dos países da chamada cortina de ferro.
Mas há que encontrar, do meu ponto de vista, um sistema económico assente essencialmente num paradigma socializante, no que respeita às necessidades básicas de Saúde e Educação. Sou totalmente adepto de um modelo económico que privilegie a cooperação e a partilha sociais e não os diversos egoísmos grupais.Também sou apologista de um sector público expressivo em sectores estratégicos,como a água, energia, comunicações,combustíveis e transportes.
E nem me passa peça cabeça que o Estado fique sem o domínio da CGD.
O sector público deve ser bem gerido, as parcerias público-privadas são um escândalo nacional e os poderes do Tribunal de Contas deviam ser efectivamente obrigatórios, exercidos de forma rigorosa e acatados.
O enorme problema do sector publico não está nele em si, mas no facto de ter estado ao serviço de clientelas partidárias e grupos de interesses mais variados.
Se a publicização da economia, em sectores essenciais, for correctamente gerida, todos temos a ganhar com isso.
Nos tempos que correm, o que deificamos foi a desastrosa explosão do capitalismo financeiro especulativo,à escala mundial, com as consequências catastróficas, que vemos, e a mais recente agiotagem do FMI, quando nos quer impor uma taxa de juros gravosa, em função do actual estado da economia portuguesa.Porém,daqui por alguns meses, não faltarão políticos portugueses a falar em renegociação dessa taxa. Serão exactamente os mesmos que, num dia, acordam virados para a não subida do IVA e, no dia a seguir, mudam de opinião como quem muda de camisa...


mais sobre mim
pesquisar
 
Maio 2011
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro