O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

O Secretário da Congregação do Clero teve, ontem, uma importante intervenção que vale a pena reter:

 

A única razão da nossa vida e do nosso ministério é Jesus de Nazaré, Cristo e Senhor! A existência dos Sacerdotes encontra n’Ele, e somente n’Ele, a origem e o fim próprios e, no tempo, também o seu desenvolvimento. De fato, a relação íntima e pessoal com Jesus Ressuscitado, vivo e presente, é a única experiência capaz de levar um homem a doar totalmente a sua vida a Deus, em favor dos irmãos.

 

Nós bem sabemos como o Senhor nos seduziu, como o seu fascínio foi, para cada um de nós, irresistível, como afirma o profeta: “Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir. Foste mais forte do que eu e me subjugaste!” (Jr. 20, 7).

 

Este fascínio, como tudo o que é verdadeiramente precioso, deve ser continuamente defendido, guardado, protegido e alimentado, para que não se perca ou para que não se torne uma vaga recordação, insuficiente para reger o contraste, com frequência, agressivo, das realidades do mundo. A intimidade divina, origem de todo apostolado, é o segredo para custodiar permanentemente o fascínio por Cristo.

 

Antes de tudo somos Sacerdotes para estarmos estreitamente unidos a Cristo, Sumo Sacerdote, unidos Àquele que é a nossa única salvação, que deve ser o Amado do nosso coração, a Rocha sobre a qual fundamentamos cada momento do nosso ministério, Aquele que nos é mais íntimo de nós mesmos e que devemos desejar mais que tudo.

 

Cristo Sumo Sacerdote, lança-nos para dentro de Si. Esta união com Ele, gerada pelo sacramento da Ordem, comporta a participação à Sua oferta: “Unir-se a Cristo supõe a renúncia. Comporta não querermos impor a nossa estrada e a nossa vontade; não desejarmos tornar-nos isto ou aquilo, mas abandonarmo-nos a Ele em todos os lugares e modos como Ele quiser Se servir de nós” (Bento XVI, Homilia da Santa Missa do Crisma, 09-04-2009).

 

A expressão “estar unidos” recorda-nos que tudo o que fazemos não é obra nossa, fruto de um esforço voluntário, mas é obra da Graça que actua em nós: é o Espírito que nos configura ontologicamente a Cristo Sacerdote e nos doa a força de perseverar até o fim nesta participação na vida e, portanto, na obra divina.

 

A “vítima pura”, que é Cristo Senhor, remete para o insubstituível valor do celibato, que implica a perfeita continência pelo Reino dos Céus e a pureza que torna “agradável a Deus” a nossa oferta em favor dos homens.

 

 A intimidade com Jesus Cristo e a protecção da Virgem Maria, a “tota pulchra” e a “tota pura”, nos sustente no caminho quotidiano de participação à “obra de um outro”, na qual consiste o ministério sacerdotal, sabendo que, tal participação é portadora de salvação, antes de tudo, para nós que a vivemos: neste sentido, Cristo é a nossa vida!

publicado por Theosfera às 14:09

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