O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 14 de Maio de 2011

O Concílio Vaticano II empenhou-se em ler os sinais dos tempos, expressão sábia que remete para algo essencial, determinante.

 

Perceber os sinais que cada tempo emite é, por isso, um sinal de sensatez e de fidelidade.

 

O tempo não é o espaço da dissolução, mas é o terreno da mudança.

 

Por muito que queiramos, não temos vinte anos quando completamos cinquenta.

 

Restaurar o passado quando se caminha para o futuro pode ser um sonho legítimo, mas é uma opção impossível.

 

O tempo é o caminho para o espírito. Nesse caminho, há lugar para o antigo e para o novo, para o antes e para o depois.

 

O presente, como dizia Zubiri, é transcorrência, uma espécie de transporte do ontem para o amanhã.

 

Cada época nunca pode ser a mera continuidade da época anetrior. Cada tempo emite os seus sinais.

 

A grande inspiração do Concílio foi não andar para trás. O passado continua a ser uma referência, mas a inspiração é a origem.

 

Refontalizar, palavra fecunda na trajectória conciliar, é voltar à fonte para melhor continuar o caminho.

 

É a partir da fonte Jesus que o Concílio propôs um encontro com o moderno. Impressiona, pois, que ele tenda a ser aplicado, por vezes, em sentido pré-moderno.

 

O Concílio foi um caminho aberto, que não pode ser interrompido. A renovação da mensagem é inseparável de uma reforma das estruturas.

 

O importante é que a Igreja se repense e se reforme incessantemente a partir de Jesus e de cada época em que se encontra.

 

O despojamento, a humanidade, a clemência, a bondade e a opção pelos pobres terão de estar na linha da frente.

 

A fidelidade não é apenas doutrinal. Tem de ser também iconográfica.

 

A simplicidade de Jesus tem de resplandecer mais na Igreja de Jesus.

 

O povo continua a ser crente, mas é também cada vez mais crítico.

 

Certos posicionamentos doutrinais partem do princípio de que os outros são adversários e que nós temos uma espécie de direito de propriedade sobre a verdade.

 

Urge repor a liberdade à cabeça de tudo. Onde há poder, fenece a liberdade e decai a afirmação da verdade. É que o medo condiciona e pode mesmo bloquear.

 

Jesus foi, além de claro, muito simples.

 

Voltar às Ben-Aventuranças e ao Mandamento Novo é uma opção que tem tudo para (re)mobilizar tantas vidas sedentas de sentido.

 

A Igreja é chamada a estar com os pobres, os que choram, os que constroem a paz, os puros de coração, os perseguidos.

 

Para quê tantas leis se uma única lei tudo resume: o Amor?

 

 

publicado por Theosfera às 12:54

De António a 14 de Maio de 2011 às 14:38
" A Simplicidade de Jesus tem de resplandecer mais na Igreja de Jesus", sem dúvida.

Ainda há tanto Caminho para, nesse sentido, percorrer...

De Theosfera a 14 de Maio de 2011 às 16:27
Tanto caminho, que teima em não ser caminaho.
Muito obrigado, bom Amigo. Abraço no Senhor.


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