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Sábado, 07 de Maio de 2011

De Paul Ricoeur retive que todo o significante encerra um significado. E com Xavier Zubiri aprendi que cada coisa-realidade contém uma coisa-sentido.

 

O Sp. de Braga é uma demonstração cabal da capacidade do grupo e da importância do seu líder. Este caso deve ser estudado, mormente na fase que o país está a viver.

 

Em dois anos, um clube apenas médio conseguiu disputar um título nacional (no ano passado) e um título europeu (este ano).

 

Foi capaz de se transcender e de superar os melhores.

 

Os factores do êxito serão vários, mas o segredo só pode estar na liderança.

 

Há jogadores que, ali, parecem fenomenais quando, noutros clubes, eram somente razoáveis.

 

O bom líder é o que acrescenta ao grupo. É o que tira partido das capacidades de cada um. É o que leva a acreditar que o resultado até pode compensar a dedicação. É o que motiva. É o que vê antes e decide cedo, fazendo as alterações no momento próprio. É o que sabe aliar o talento ao esforço. 

 

O bom líder nunca deprime. Conta-se que determinado treinador dizia ao guarda-redes suplente que ele era o melhor da Europa. «Então - perguntava - porque é que não me põe a jogar?» Resposta: «Simplesmente porque o guarda-redes titular é o melhor do mundo!».

 

Domingos tem a paciência que ostenta no nome, conseguindo fazer uma equipa melhor que a soma dos seus elementos.

 

O técnico bracarense tem sido capaz de inverter a tendência da realidade. Sim, porque a realidade atestava que o Benfica, o Sevilha, o Liverpool ou o Dínamo de Kiev eram superiores. Mas o Braga acreditou que podia ser melhor.

 

O bom líder é o que consegue que o seu grupo seja melhor que ele mesmo.

 

E, pormenor nada despiciendo, o bom líder certifica que o dinheiro, sendo importante, não é o factor decisivo. O Braga ultrapassou clubes com orçamentos maiores.

 

O bom líder prova que não é o dinheiro que traz as vitórias. São as vitórias que trazem dinheiro.

 

Meditem no exemplo do Braga e vejam se não é de um timoneiro como Domingos (ainda por cima com) Paciência que o país precisa.

 

Portugal tem tudo o que o Braga mostra. Apareça alguém que saiba motivar as pessoas, gerir os recursos, apontar um rumo e não defraudar as expectativas.

 

Não se trata de revivalismos sebastiânicos. Um líder não é tudo. Mas é muito importante. 

publicado por Theosfera às 00:53

De Anónimo a 7 de Maio de 2011 às 17:23
Fantástico!
Parabéns, Amigo!
Abraço em Cristo,
Carlos Lopes

De Theosfera a 7 de Maio de 2011 às 18:48
Muito obrigado, bom Amigo. Abraço fraterno e reconhecido em Cristo Senhor.


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