O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 06 de Maio de 2011

José Augusto Mourão tinha a arte de ser discreto sem passar por ausente.

 

Fazia da subtileza um adorno da competência e uma espécie de amortecimento da profundidade.

 

É por isso que os seus textos se destacam por uma atmosfera inabitual. Transpiravam erudição e exalavam competência sem afectação.

 

O seu brilho não era ofuscante. As palavras pareciam fluir e colocar-se no sítio certo, sem grande esforço.

 

É sempre assim quando as coisas vêm do fundo, da alma.

 

Homem de enormes recursos, foi padre (dominicano), professor, poeta, ensaísta.

 

Aos 64 anos, ainda tinha muito tempo à sua frente. Mas a eternidade, pelos vistos, tinha pressa.

 

José Augusto Mourão tem um lugar na história da cultura contemporânea.

  

Não quis deixar restos (optou por ser cremado). Mas deixou rasto. Deixou marcas. Deixou-nos hoje.

 

Num tempo de clichés, a singularidade do seu olhar fica a fazer-nos muita falta.

 

Mas a sua obra é fruto que nunca deixará de ser semente.

 

publicado por Theosfera às 00:10

De Rui Portugal a 6 de Maio de 2011 às 10:17
Belo texto, num dia ainda marcado pela saudade. Ele deve gostar... Por mim, amigo entre muitos, fico-lhe grato

De Theosfera a 6 de Maio de 2011 às 11:11
Obrigado.

De helena Langoruva a 6 de Maio de 2011 às 16:44
palavras exactas sobre um raro homem de palavra, profundo, discreto, semeador, que marcou a vida e cultura contemporânea e nos fará sempre muita falta. Comentário de uma pessoa amiga de longa data.

De Theosfera a 6 de Maio de 2011 às 19:11
Obrigado.


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