O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 04 de Maio de 2011

Nem sempre se deve esperar que nos afastem. Às vezes, é importante tomar a iniciativa de sair.

 

A vontade dos outros é um elemento estimável. Mas o respeito por nós mesmos é um factor decisivo.

 

Aqui, o discernimento é fundamental. Há combinações impossíveis, que simplesmente não resultam. O próprio Jesus o atesta. Ele é para todos. Mas não é para tudo. Donde há hipocrisia, mentira e corrupção Ele é o primeiro a sair.

 

O exemplo que a seguir se reproduz revela uma elevada dose de lucidez e um enorme índice de coragem.

 

Em 2009, o Ministério Público de São Paulo (Brasil) mandou retirar as imagens religiosas das repartições públicas.
 
No diário “Folha de São Paulo” de 9.08.2009 foi publicada uma carta muito corajosa de um padre católico – Demetrius dos Santos Silva – que apresenta curiosas razões por que concorda com essa legislação.
 
Diz assim: “Nunca gostei de ver a Cruz em tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde as sentenças são barganhadas, vendidas e compradas. Não quero ver mais a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte. Não quero ver também a Cruz em delegacias e cadeias, onde os mais pequenos são constrangidos e torturados. Não quero ver a Cruz em hospitais onde pessoas pobres morrem sem atendimento. É preciso retirar a Cruz das Finanças públicas, porque Cristo não abençoa o tratamento dado a quem paga impostos e mantém a máquina pública, e a sórdida política brasileira, causa das desgraças, das misérias e sofrimentos dos pequenos, dos pobres e dos menos favorecidos”.
 
Valente coragem! Mas esta coragem anda bastante longe de Portugal.
 
Falta por cá a coragem de denunciar a injustiça, a corrupção, as fraudes, a morosidade dos tribunais, etc. Talvez esta carta ousada de frei Demetrius possa despertar muita gente para a missão de “anunciar a Boa Nova aos pobres”: aos desprotegidos e injustiçados… Talvez a força desta crise faça despertar o olhar para os problemas das pessoas em carência física e moral…
 
Mário Salgueirinho, in Voz Portucalense, via O Banquete da Palavra
 

 

publicado por Theosfera às 16:24

De António a 4 de Maio de 2011 às 17:53
Um texto profundamente belo e profundo. Homens como Demetrius são raros. Jesus de Nazaré deu o exemplo de Insubmissão às Injustiças. Muitos O negaram. Demetrius há poucos. Benditos sejam...

De Mauro F. Schmidt a 17 de Setembro de 2014 às 13:22
Concordo plenamente com a retirada de símbolos religiosos em repartições Públicas, o Estado é Laico e deve se pautar pela razão e não por dogmas ou preconceitos como homofobia. Claro que o Frei tem toda a razão nas críticas que faz, só que o telhado da Igreja Católica é de vidro e muito frágil, ou alguém já esqueceu da "Inquisição", dos escândalos de corrupção de um "respeitável" Monsenhor, no Banco do Vaticano, que estava lavando dinheiro da Máfia, de traficantes e talvez de brasileiros das tais repartições públicas criticadas; e dos milhares de casos de padres pedófilos que a cúpula católica sempre escondeu e protegeu.


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