O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 03 de Maio de 2011

Causou estranheza a muita gente que Barack Obama tivesse invocado o nome de Deus, por mais de uma vez, na comunicação onde anunciou a morte de Ben Laden.

 

O presidente do Peru foi mesmo ao ponto de considerar este o primeiro milagre obtido pela intercessão no novo Beato João Paulo II!

 

Como todos se lembram, o nome de Deus era também utilizado por Ben Laden e por outros terroristas.

 

Ora, isto reconduz-nos ao que José Saramago denunciara com a sua acidez impenitente. Parece que um deus andou a semear ventos e outro deus andou a colher tempestades.

 

Dir-se-ia que se a verdade é a primeira vítima da guerra, Deus não é a última.

 

Quando ouvimos mais depressa recorrer a Deus para a guerra do que para a paz, estamos a prestar um péssimo serviço Àquele a quem, supostamente, queremos louvar.

 

No fundo, dizemo-nos religiosos e nem sequer percebemos o básico do religioso: ligar e não desligar, muito menos eliminar.

 

A história religiosa está cheia de instrumentalizações que nos deviam fazer corar.

 

Enquanto não tolerarmos o discrepante, enquanto não avançarmos para o consensuante (estou a socorrer-me de fecundas expressões de Pedro Laín Entralgo), continuaremos longe do essencial.

 

O inquisidor de Dostoiésvsky censurava Jesus por ter colocado a liberdade à cabeça de tudo. Só que teimamos em não aprender com Ele.

 

Eliminar o diferente é uma tentação muito grande. De parte a parte.

 

Hoje, muitos vão deitar-se aliviados. Será que, amanhã, irão despertar sem medo?

 

Precisamos de algum tempo para saber se, com a morte de Ben Laden, o 11 de Setembro ficou liquidado ou se, pelo contrário, não continuará a ter penosas réplicas.

 

As trevas persistem em não nos deixar.

 

Sobre tudo isto, mantenho no essencial o que assumi aqui.

publicado por Theosfera às 00:01

De António a 3 de Maio de 2011 às 03:55
Curiosas as semelhanças entre Obama e Osama. Nomes muito parecidos e ambos falando em nome de Deus.

Obama tem, porém, uma característica peculiar: foi galardoado como Prémio Nobel da Paz e mandou enfiar alguns balázios em Khadafi e Osama.

O que seria se ele não fosse Prémio Nobel da Paz...

De Theosfera a 3 de Maio de 2011 às 10:33
Este mundo é um poço de contradições onde a coerência se arruma no baú da nostalgia de muitos e da saudável persistência de alguns. Muito obrigado. Abraço amigo no Senhor.


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