O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 01 de Maio de 2011

Como não agradecer-te, mãe,
se é tanto o que és,
o que ofereces
e o que semeias no meu ser?

 

Mas como agradecer-te, mãe,
se é tão pouco o que tenho
para dizer, para te bendizer?

 

O que o coração sente
os lábios não são capazes de balbuciar.

Trémulos, hesitam e gaguejam,
incapazes de soltar uma palavra
ou de articular um som.

 

Mas será que existe alguma palavra
que consiga dizer o que o coração sente?

 

Dizer «obrigado» é pouco,
mas dizer-te «obrigado» é tudo o que resta
quando tudo já tiver sido dito.

 

Obrigado, mãe,
pela vida que nunca recusaste dar-me.

 

Obrigado pelo amor
que nunca hesitaste oferecer-me.

 

Obrigado pelo sacrifício
a que nunca te furtaste.

 

Obrigado pela fé
com que sempre me inundaste.

 

Obrigado
por seres sempre berço a que volto
e fonte a que regresso.

 

Obrigado
pelo testemunho e pela fidelidade.

 

Obrigado
me teres dado a vida
e por seres vida para mim.

 

Obrigado
por não me eliminares quando habitei teu ventre.

 

Obrigado
por me amares desde o primeiro instante.

 

Obrigado
por nunca seres túmulo
e por sempre seres regaço.

 

Obrigado
por nunca pensares em ti
e por sempre pensares em mim.

 

Eu não mereço.
Eu não te mereço.
Mas agradeço.

 

Porque sei
que amar assim,
como tu amas,
é algo que só está ao alcance de ti, mãe!

 

Na pobreza dos gestos
e na fragilidade das palavras,
nada mais me ocorre
que este «obrigado».

 

Entrego-o no colo da Mãe das mães,
Maria, Mãe de Jesus.

 

Que ela te abençoe
e proteja.

 

Que ela te conforte
e compense por tudo quanto fazes,
por tudo quanto és,
mãe!

 

publicado por Theosfera às 13:26

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