O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 01 de Maio de 2011

João Paulo II foi, sem dúvida, um homem forte, determinado, com um sentido muito apurado da sua missão.

 

Nele transparecia uma energia muito grande, que lhe advinha de uma espiritualidade muito funda.

 

Tinha um olhar penetrante, uma voz cadenciada, uma atitude envolvente.

 

Nunca perdeu o jeito para representar, não só como actor, mas também como pastor.

 

Se representar é tornar presente, Wojtyla foi alguém que, em novo, tornou presente personagens e que, depois, se sentiu chamado a tornar presente o mistério santo de Deus.

 

Antes de subir aos altares, João Paulo II já tinha descido aos corações.

 

Muitos foram os que aderiram a Jesus Cristo por causa dele. E isso é que conta.

 

O centro é Jesus Cristo. Há sempre o perigo de alguma hagiolatria. Nenhum santo quer ocupar o centro que só a Jesus é devido.

 

A santidade não é a ausência de imperfeições. Pelo contrário, é a consciência de uma obscuridade que só a luz de Deus pode suprir.

 

Óscar Wilde tinha uma percepção muito aguda acerca disto ao sentenciar que «não há santo sem passado nem pecador sem futuro. E An Suu Ki estava certa quando disse que o «santo é o pecador que não desiste».

 

O santo considera-se, muitas vezes, o maior adversário de si mesmo. Daí o sacrifício e todo o percurso de ascese.

 

Não há nenhum santo que nos mostre a totalidade de Deus. Cada um deles constitui, a seu modo, um vislumbre da santidade. Em Wojtyla resplandece, acima de tudo, a coerência, a intensidade, a persistência.

 

Noutros, como em João XXIII, sobressai, antes de mais, a bondade, a confiança, a paternidade serena e não autoritária.

 

Um dia, também Paulo VI será beatificado já que nele avulta, em grau heróico, o sofrimento ante a decisão e o pudor que tinha em magoar alguém. Admirável esta delicadeza de ânimo.

 

E não há-de tardar o reconhecimento da santidade de Óscar Romero, que arriscou tudo (mesmo tudo) pelos mais pobres, onde ele via esculpida a imagem do próprio Jesus.

 

Nestes dias, temos ouvido falar muito de João Paulo II. Importante é procurar viver a mensagem de Jesus em cada dia.

 

E há tantos anónimos que nunca serão beatificados e que, sob o ornamento da humildade, incorporaram o Evangelho de Jesus em forma de bondade, mansidão, amor e paz.

publicado por Theosfera às 13:29

De António a 1 de Maio de 2011 às 15:12
João Paulo II é um gigante da Igreja Católica. Homem de férrea determinação e de um enorme Carisma. Atitudes teve que dele discordei, mas não é o momento de destacá-las.

Também nunca entendi porque Francisco de Assis não tomou posição expressa contra as Cruzadas, a menos que o tenha afirmado e não conheça.

De Santo Ambrósio, só conheço uma vida totalmente íntegra e impoluta.

Francisco de Assis e Ambrósio de Milão foram dos poucos que escaparam à verve cáustica mas justa de Tomás da Fonseca e só isso diz tudo sobre as suas grandezas.

Não sendo católico, tenho em João Paulo I uma das maiores referências éticas e o Papa do Sorriso de Deus nem precisa de ser formalmente canonizado...






De Nuno Resende a 1 de Maio de 2011 às 17:09
JP II foi um bom monarca. Encarnou a missão do Pastor e do Pai. Só por isso, a beatificação já tem o significado político que lhe devia ser dado (e não apenas religioso): o de congregar a Igreja ao redor de um dos seus maiores líderes.


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