O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Por muito imaginativa que seja uma narrativa, ela não pode eximir-se a um mínimo de ética. E o principal ingrediente da ética é a verdade.

 

Por uma estranha coincidência, parece que as conquistas de Abril vão ser imoladas em Maio. Para a semana, pelos vistos, iremos saber o preço a pagar pela ajuda que vamos receber.

 

Um povo sacrificado terá de se sacrificar ainda mais?

 

Um povo que trabalha tanto terá de trabalhar ainda mais?

 

Qual o limite da propaganda? Qual o limite da realidade?

 

Precisamos de quem aponte um rumo. De quem priorize a justiça. De quem não esqueça os mais pobres.

 

A nossa passagem da cidadania para a política faz-se, habitualmente, pelo lado do deslumbramento, do deleite. Parece que o poder é um fim em si mesmo.

 

O trânsito da cidadania para a política tem de fazer-se pelo lado do serviço. O poder não pode ser visto como um fim, mas como um instrumento.

 

Este salto epistemológico está ainda por dar. Este sobressalto cívico está ainda muito longe de acontecer.

publicado por Theosfera às 10:21

De António a 29 de Abril de 2011 às 14:45
Há poucos políticos portugueses que eu admiro. Os bons são sempre raros. Nunca apreciei as oscilações de Mário Soares e de Freitas Amaral, mas sempre admirei Francisco Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa, Jorge Sampaio, Manuel Tito de Morais e Álvaro Cunhal.
Evoluir é humano, justo e correcto. Saltitar ao sabor das conveniências é oportunismo e revela falta de carácter.
Gente boa,hoje, na política, pelo menos ao nível dos seus mais destacados elementos ?
Rui Rio, António Barreto, Octávio Cunha, Adriano Moreira, embora este em fase mais retirada, António Costa, António José Seguro.
Paulo Portas ? Um bom vendedor de submarinos e um histriónico orador.
José Sócrates ? Um péssimo governante mas um invencível demagogo.
Coelho ainda está em fase de tirocínio, em matéria de acentuada demagogice, mas, pelo andar da carruagem, promete ficar ao nível de Sócrates.
As sondagens parece que lhe estão a correr mal. Não admira, o contrário é que seria para estranhar.
O experimentado Sócrates deitou-lhe uma casca de banana, e Coelho foi lesto a estatelar-se.
O capitalismo, esse, está a ruir por todas as costuras.
Por enquanto, as mesmas agências de notação financeira, que foram ignobilmente cúmplices com o eclodir da gravíssima crise mundial, ainda dão cartas.
Mas um dia o Trabalho irá prevalecer sobre o Capital...

De Evágrio Pôntico a 30 de Abril de 2011 às 01:19
Álvaro Cunhal conseguiu um feito notável: com os seus discursos cheios de ódio, pôs empregados contra patrões (que são quem assegura os salários dos empregados, pois sem empresários não há trabalho - só fome...). E conseguiu aplicar, na perfeição, a cartilha do burguês raivoso Marx e do ditador Estaline em Portugal, criando animosidades entre os Portugueses, que, até então, eram um povo tranquilo que confiava e se ajudava. A partir dos discursos incendiários de Cunhal, as relações entre os Portugueses nunca mais foram as mesmas...
Foi este o grande contributo de Cunhal, educado na URSS para minar a sociedade portuguesa quando o momento fosse o azado...

Quanto a Sampaio, a grande contribuição que deu ao País foi dissolver a AR para retirar de lá um governo maioritário, legítimo, para abrir caminho ao camarada Sócrates, que, como se sabe, levou o País à prosperidade...

Se Adelino Amaro da Costa fosse vivo, repudiaria, com firmeza, ser incluído num rol na companhia de tais figuras…

De António a 1 de Maio de 2011 às 02:14
Cada um tem direito à sua opinião e eu por mim não me ponho a tentar adivinhar o que pensaria Adelino Amaro da Costa.

Raros são os políticos com integridade absoluta. Talvez Nelson Mandela seja um deles.

Quanto aos que citei, independentemente de todos os seus defeitos e virtudes, não diziam hoje algo e amanhã algo diferente.

Pelo menos, essa é uma enorme diferença com Coelho, o qual muda de opinião como quem muda de camisa.

Na minha opinião, não se mostra digno de vir a ser Primeiro-Ministro.

Rui Rio, sim. É um homem íntegro e coerente,não é cobarde nem esconde o " jogo"

Hoje, nas sondagens mais recentes, o PS e o PSD apresentam-se tecnicamente empatados, com um ligeiro avanço para o PS.

Provavelmente, se a derrota eleitoral aparecer para o PSD, nas próximas eleições legislativas,aqueles que entronizaram Coelho
serão os mesmos que o irão censurar.


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