O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 12 de Abril de 2011

Para Jesus, a Lei é para cumprir, mas está longe de ser um pretexto para condenar.

 

Quando respeitáveis figuras do Seu tempo Lhe apresentaram uma mulher caída em adultério, Jesus não respondeu o esperado; agiu de modo inesperado.

 

Sem contestar abertamente a Lei, perguntou se havia alguém que se sentisse com autoridade para condenar quem não a cumpria.

 

Se quem infringe tivesse de ser apedrejado, é caso para perguntar onde estariam os apedrejadores.

 

Jesus não aprovou a conduta da mulher, mas também não a condenou.

 

A função da justiça, para Jesus, é convidar à prática do bem e não penalizar quem cede ao mal.

 

Por vezes, mesmo em ambientes eclesiásticos, tendemos a manter uma concepção vindicativa da justiça. Esta é vista como uma espécie de vingança oficializada.

 

Não deixa de ser curioso notar as enormes dificuldades em seguir a reforma introduzida pelo próprio Jesus.

 

A chamada Lei de Talião integrava o famoso Código de Hamurabi, o mais antigo sistema legal descoberto pelo homem. De entre os seus 282 artigos, o mais célebre refere-se à punição para os crimes graves. O princípio estipulado era o da reciprocidade: o castigo devia ser proporcional ao crime.

 

A justificação da pena de morte estriba neste pressuposto.

 

É claro que há pessoas que, pela sua prática, não podem conviver de modo normal com a sociedade. Se são um perigo, têm de estar num lugar reservado.

 

Mas uma coisa é preservar a sociedade de quem a ameaça, outra coisa, bem diferente, é condenar quem erra.

 

A revolução instaurada por Jesus continua por cumprir. Mantém-se incumprida.

publicado por Theosfera às 11:42

De Anónimo a 12 de Abril de 2011 às 14:07
"Sem negar pertinência à Lei, perguntou se havia alguém que se sentisse com autoridade para condenar quem não a cumpria"

Mas poderia Cristo aceitar a pertinência da Lei de Talião ?...



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