O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 01 de Abril de 2011

Parece que estamos mais perto da Grécia e da Irlanda do que da Espanha.

 

Os nossos vizinhos não estarão bem, mas parecem aguentar-se melhor.

 

Já há um ano dava para ver o que estava para acontecer (cf. aqui). Agora, parece que vai mesmo acontecer.

 

Um tópico final.

 

Luxemburgo é um pequeno país cuja população trabalhadora é composta por muitos portugueses. Trata-se de um país próspero.

 

Não dá para ver onde está a diferença?

publicado por Theosfera às 10:59

De Theosfera a 1 de Abril de 2011 às 11:17
Deixo aqui um texto do Prof. César das Neves que encontrei: «Portugal tem uma crise financeira urgente, uma crise económica estrutural e uma crise social latente. Mas o que ocupa todos é a lúdica crise política. Nessa, o mais espantoso é dizer-se que a demissão do Governo marca o início do combate, quando realmente assinala um compromisso e acordo de cavalheiros.
Nos últimos meses viveu-se uma magna encenação, em que cada discurso dizia precisamente o inverso do desejo íntimo do orador. O Governo estava ansioso por ser derrubado, para se libertar do aperto crescente da falência; mas não mostrava tal desejo, querendo poder acusar a oposição disso. A Oposição queria que o Governo se mantivesse em funções, acumulando o odioso da austeridade, mas sem pretender as culpas da sua manutenção.
Esta comédia de enganos tinha uma data limite: o pedido de ajuda externa. O jogo acabaria quando fosse imperioso chamar o FMI, a fatídica ameaça que José Sócrates repetidamente demonizava, assegurando que a exorcizara. O jogo de nervos subia de tom, cada lado atirando a culpa para o outro.
No dia 23, o acordo. O Governo subiu a parada de austeridade para lá do admissível e a Oposição aceitou a responsabilidade pelo derrube político. Assim os dois lados dividiram as culpas e, melhor de tudo, abriram um período intermédio, uma terra de ninguém, onde se chamará o FMI e as medidas duras, sem que ninguém possa ser acusado. O actual Governo, que pede a ajuda, dirá que o fez forçado pela irresponsabilidade de quem o derrubou. O próximo aceitará o facto consumado de que se dirá inocente».
Terá sido assim?

De António a 1 de Abril de 2011 às 16:06
Nunca apreciei Sócrates e o seu governo, mas, numa questão de emergência nacional, o PEC 4 deveria ter sido aprovado,a menos que a Oposição apresentasse medidas alternativas concretas menos gravosas que não apresentou. Para mim, Passos Coelho é já o homem das duas versões: a versão 1, antes do chumbo do PEC4 e a versão 2, depois desse chumbo. Um candidato a PM, que, num dia acorda a dizer que é contra o aumento dos impostos, sobretudo dos indirectos,e,no outro, acorda a admitir a subida dos impostos, sobretudo dos indirectos,também não tem estatura para governar Portugal. É exactamente a mesma pessoa que, nos dias anteriores ao chumbo do PEC 4 andava a dizer que as contas públicas se controlavam do lado da despesa, sem necessidade de aumento de impostos. Na minha terra, quem se comporta assim merece um nome que eu não digo. E o mesmo é aplicável a Manuela Ferreira Leita, que alinha pelo mesmo diapasão contraditório de Passos Coelho. Os resultados do chumbo do PEC4, como era previsível, estão à vista. Nova descida de Portugal no " rating" das firmas de notação e novas subidas das taxas da dívida pública, a níveis insuportáveis. Passos Coelho não merece vir a governar Portugal mas Portugal merece novos e mais íntegros políticos. Rui Rio no PSD, António Barreto no PS ou Adriano Moreira no CDS são políticos honrados e de bom carácter. Se Rui Rio tivesse sido eleito presidente do PSD, de algo tenho a certeza: haveria sempre a mesma versão. Ele é duro e frontal e não muda de cara como quem muda de camisa...

De Theosfera a 1 de Abril de 2011 às 16:12
Muito pertinente o seu comentário, bom Amigo. Muito obrigado. Há um (des)caminho que vamos trilhando sem fim à vista. Abraço amigo no Senhor.

De Maria da Paz a 2 de Abril de 2011 às 22:18
Ex.mo Senhor:
Adriano Moreira é um ser humano de superior craveira, mas é muito idoso.
Quem nos dera Rui Rio como Primeiro Ministro!
Tem V. Ex.ª muita razão!
Sem um Homem de carácter, como é que saímos desta "embrulhada" em que nos meteram?
Os meus cumprimentos.
Maria da Paz

De António a 4 de Abril de 2011 às 16:43
Exmª Maria da Paz

Independentemente do meu posicionamento político- ideológico, sei reconhecer grandeza ética em todos os políticos, nobres e íntegros, seja qual for o partido em que se enquadrem.É o caso de Rui Rio. Tenho-o na conta de um homem de carácter que não muda de opinião ao sabor das conveniências partidárias. No Porto é respeitado por todos quantos dele convergem e divergem. A atitude dele, de não fechar as cantinas sociais no período de férias escolares, por causa das crianças socialmente desfavorecidas, define a grandeza de um político que há muito me habituei a admirar e respeitar, pese embora nunca ter votado no PSD. Com a minha estima...


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