O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

 

Uma autêntica Teologia da Libertação — poucos o negam — continua a ser indispensável.
 
Já uma necessária libertação da Teologia — muitos o reconhecem — é cada vez mais urgente.
 
A Teologia da Libertação cumpre uma importante função. A libertação da Teologia configura uma decisiva prioridade.
 
A determinada altura, deu-se muita atenção à Teologia da Libertação. Era bom que se dispensasse igual cuidado à libertação da Teologia.
 
O problema da Teologia da Libertação radicou (mais em Leonardo Boff do que em Gustavo Gutiérrez) na redução da salvação à libertação da exploração económica, política e social.
 
Mesmo aí, há que ressalvar que desempenhou um papel benfazejo, embora insuficiente.
 
A salvação trazida por Cristo é englobante. Envolve a libertação de toda a exploração e de toda a injustiça. Mas não fica por aí. Cristo liberta-nos do mal (de todo o mal), do pecado e da morte.
 
Aos teólogos da libertação devemos o alerta para o esquecimento da dimensão social da salvação. Mas a alguns teólogos da libertação devemos alertar que a salvação não é sectorial; é global. E, antes de ser uma conquista, a salvação é um dom, uma oferta.
 
Há salvação porque há um salvador. Há libertação porque há um libertador: Jesus Cristo.
 
Como refere Gustavo Gutiérrez, não é preciso sair da Bíblia (nem, muito menos, cultuar o materialismo marxista) para «deduzir a opção pela justiça e a opção pelo pobre.
 
Toda a Teologia tem de ser, pois e integralmente, uma Teologia da Libertação. Caso contrário, caucionará a injustiça tornando-se, por via disso, em Teologia da Opressão.
 
Não esqueçamos que, no calor do debate sobre esta corrente teológica, João Paulo II sustentou, sufragado certamente por Joseph Ratzinger, que «uma correcta Teologia da Libertação é não só útil, mas profundamente necessária».
publicado por Theosfera às 14:33

De António a 11 de Novembro de 2009 às 21:39
Nutro, como o meu bom Amigo, sabe, uma profunda admiração por Leonardo Boff, D. Helder da Câmara e Óscar Romero.Embora a designação " Teologia da Libertação", tal como restritivamente perspectivada,é muito infeliz. Mas coloquemo-nos na posição de Leonardo Boff, que chegou ao interior do Brasil vindo da sua formação teológica na Alemanha, onde chegou a ser amigo de Joseph Ratzinger. Nas primeiras homilias, a multidão dos sem-terra, ficava a olhar com cara de espanto para Leonardo Boff, porque não o entendia. Afinal, o que eles tinham era muita pobreza e muita injustiça social.Perante essas circunstâncias,que faria um bom padre católico ? Ficava a pregar missas tridentinas ou fazia uma opção preferencial pelos mais pobres ? Leonardo Boff escolheu o que Cristo escolheria. O resultado dessa opção radical já todos conhecemos. Leonardo Boff foi sentado na cadeira de Galileu Galilei. Mas não estava só. Cristo está sempre do lado dos injustiçados.O Sinédrio que o diga...


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