A auscultação do povo, neste primeiro dia após o último, não mostra qualquer entusiasmo diante da perspectiva de mais eleições.
Se não há margem para políticas diferentes (a avaliar pelo que dizem os especialistas em Portugal e os donos do dinheiro na Europa), para quê enveredar por esta aventura sem resultado seguro?
Até já Passos Coelho assume não poder garantir que não aumentará os impostos.
Ou seja, entre congelar e diminuir pensões e agravar a carga fiscal, convenhamos que o cenário não é promissor.
A apreciação que, no Estrangeiro, fazem à situação portuguesa não nos deixa muito bem vistos.
O Presidente da República ainda não disse nada.
Responsável máximo pelo regular funcionamento das instituições democráticas, é de esperar que inste os partidos a formarem uma ampla convergência, que evite mais incerteza e nos retire do caos.
Recorde-se que Cavaco Silva alegou que não seria bom haver segunda volta das eleições presidenciais por causa da despesa. Não terá validade acrescida tal argumento agora?

