O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Eis o prenúncio cinzento de uma tarde que pode trazer tempestade.

 

A sofreguidão nem sempre combina bem com a lucidez.

 

Há páginas e páginas que, por circunlocuções várias, trazem a seguinte equação: chumbo do PEC será igual a demissão do Governo, a qual, por sua vez, será igual a eleições antecipadas.

 

Isto é o que está na cabeça de quase toda a gente, à força de mil repetições. Mas terá de ser mesmo assim?

 

Se o PEC for chumbado, não poderá o Governo continuar em funções e fazer novas propostas?

 

E se o Governo se demitir, é obrigatório partir para eleições?

 

Recorde-se que as eleições não se destinam a escolher um Primeiro-Ministro, mas um Parlamento.

 

Ora, o Parlamento é eleito por quatro anos.

 

Se um Governo se demite, é de esperar que o Parlamento em funções proponha um novo nome para Primeiro-Ministro.

 

A Constituição estabelece que cabe ao Presidente da República nomear um Primeiro-Ministro tendo em conta os resultados eleitorais.

 

É natural que ao partido mais votado seja pedido um nome. Este pode insistir no mesmo ou propor um diferente.

 

É claro que se aquele que está em funções se demite, não é de esperar que insistam nele. Mas não poderá abrir caminho a outro?

 

Ontem, terá havido a ventilação de um novo nome.

 

O importante é que tudo se equacione em função do interesse comum e não em razão de objectivos pessoais ou partidários.

 

Que se pondere o melhor para todos. E, já que estamos em crise, que o melhor também não seja muito dispendioso.

 

É que um novo processo eleitoral ficará, segundo dizem, em 18 milhões de euros!

 

Estaremos nós em condições de embarcar em tantas aventuras?

publicado por Theosfera às 11:43

De António a 23 de Março de 2011 às 17:24
Portugal:

1-Sem frota pesqueira e com uma enorme ZEE;

2- Com Alqueva mas sem estratégia de desenvolvimento nacional no sector da Agricultura;

3- Com indústria relevante em determinados sectores, como o calçado, mas sem estratégia global de potenciação das nossas riquezas;

4-Com inúmeros sítios governamentais na Internet, mas com a manutenção da carga burocrática que emperra as iniciativas;

5- Com uma legislação fiscal iníqua, que exige, por exemplo, das empresas o pagamento de imposto especial por conta, mesmo às que se encontram financeiramente deficitárias ou inactivas;

Tudo somado, conduziu Portugal a um país à deriva...


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