O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 17 de Março de 2011

Maurice Blondel não escondia a pertinência da pergunta: será que a nossa vida tem sentido?

 

André Malraux achava difícil encontrar uma resposta. Para ele, a nossa civilização seria a primeira que à pergunta pelo sentido responderia simplesmente não sei.

 

Por sua vez, Pierre Pierrard mantinha que a nossa vida, apesar de tudo, tem sentido porque Deus lhe dá um sentido.

 

E Karl Rahner especificava que Cristo é a resposta total à pergunta total.

 

Ora, a pergunta total, decisiva, é precisamente a pergunta do sentido.

 

A resposta de Jesus é a abertura a Deus e o amor ao próximo. É a aposta na eternidade e o investimento no tempo. É a recusa do status quo

 

Para Jesus, a realidade não é tanto para compreender. É sobretudo para transformar.

 

Diante de catástrofes como a do Japão, ficamos desmobilizados e atormentados pelas perguntas.

 

A pergunta pelo sentido é a mais lancinante.

 

Mais do que uma resposta, Jesus corporiza o eco das nossas inquietações.

 

Ele torna-Se, por isso, um horizonte de esperança.

 

Acima de tudo, Ele é aquele que está. Não paira. Está.

 

Jesus é aquele que sofreu como nós. Que gritou como nós.

 

E mesmo depois do que parecia ser o fim, voltou a começar.

 

É quando parece que tudo acaba - dizia Agostinho - que tudo verdadeiramente começa.

 

Isto não apaga a dor. Mas também não abafa a esperança.

 

Só faz sentido haver Igreja para ser o eco desta esperança solidária, deste amor compassivo.

 

Ela é chamada a aliviar as dores e não a sobrecarregar quem já está bastante sobrecarregado com toda a espécie de dores. Incluindo a dor da incompreensão.

 

Ela é convidada a ser o espaço dos recomeços particularmente para quem julga que já tudo terminou.

 

Ela tem de ser o alento e não o tormento.

 

Daí que tenha de vencer a desconfiança em relação ao mundo e ao tempo. 

 

Quem acredita em Deus não pode desistir da obra de Deus.

 

Acreditar é, acima de tudo, não desistir. É voltar a começar. Aqui ou noutro lado. No tempo ou na eternidade. 

publicado por Theosfera às 11:34

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