Diz o argumentário habitual que as pessoas queixam-se do Estado, mas estão à espera do Estado para tudo.
É tempo de inverter o argumento.
Não são as pessoas que vivem à conta do Estado. O Estado é que está a viver, cada vez mais, à conta das pessoas.
É (ou devia ser) normal que o Estado apoie os seus membros. E que, nas horas de aflição, redobre os auxílios.
Mas não. Cada vez podemos contar menos com o Estado. O Estado é que conta connosco.
Em momentos de aperto, os cidadãos são os primeiros (os únicos?) a serem sacrificados.
Dizem que o Estado é para as pessoas. Mas a realidade mostra que as pessoas é que estão a ser para o Estado.
Ainda por cima, os mais pobres acabam por ser os que menos benefícios têm.
Apenas dois pequenos (mas significativos) sintomas.
O golfe viu a taxa de IVA descer de 23% para 6%.
O preço do gasóleo por litro para os iates de luxo ainda está abaixo de um euro.
Porque é que só são fortes com os fracos?

