Na neblina da informação, que nem sempre permite o acesso diáfano à realidade, os números começam a ser assustadores.
Fala-se já em dez mil mortos na Líbia.
É impossível antever o desfecho, mas creio ser possível meditar sobre os (ínvios) caminhos que estão a ser trilhados.
Há um líder que não separa o poder da existência. Para ele, sobreviver é mandar. Sem poder, não há vida.
Por isso é que ele diz que prefere morrer como mártir.
Não é seguramente por causa do povo, tanto mais que ele increpa rudemente os seus concidadãos apodando-os de «ratos»!
Trata-se dos extremos a que conduz uma autocracia desmedida.
O que tem de ser tem muita força. Força entremeada (infelizmente) com imenso sangue...

