O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

Há sempre qualquer coisa a ligar o grande e o pequeno, o macro e o micro, o mais impactante e o aparentemente irrelevante.

 

Enquanto as ruas da Líbia se transformam em campos de batalha pela liberdade, numa modesta casa de Lisboa travava-se uma dramática luta pela vida, pela sobrevivência, pela dignidade.

 

A quantas portas se bateram. Quantas portas se terão fechado. Até que os limites foram ultrapassados.

 

Estiveram casados 62 anos. Alguém poderá dizer que não houve amor neste casal?

 

Mas nem sempre o amor consegue o milagre de suportar o outro. Ela tinha 89 anos e estava com Alzheimer. Ele contava 85 e, pelos vistos, não aguentou mais.

 

Matou-a e matou-se.

 

A sociedade só soube depois da tragédia. Ao longo do drama, ninguém apareceu. Ou ninguém quis saber.

 

Nas ruas da Líbia ou numa simples habitação, o problema é, basicamente, o mesmo: o outro pode chegar a ser insuportável.

 

Como é possível?

publicado por Theosfera às 09:46

De Evágrio Pôntico a 22 de Fevereiro de 2011 às 23:02
Estimado Padre João,
é muito dura a vida de quem tem na família pessoas com essa doença. É preciso prestar assistência permanente, os medicamentos - que só atenuam, mas não curam... - são caros...
O pobre homem, coitado!, não tinha mais ninguém que lhe valesse e lhe pudesse dar uma ajuda. Imagine-se o estado de alma desse pobre, confrontado com tamanha cruz e tamanha dor...!
Deus certamente, na Sua Misericórdia, o há-de perdoar.

O que se pode retirar daqui é que fica provado que não temos um sistema de saúde minimamente eficaz ( humano...) que acorra a estas situações, nem uma assistência social operante e sensibilizada para o sofrimento dos seus semelhantes.
Enfim... um Estado que se demite das suas funções, embora os seus representantes máximos ganhem milhões... para não fazer nada!

De Marfia da Paz a 24 de Fevereiro de 2011 às 20:11
Ex.mo Senhor:
De facto, em certos casos, quando a Sociedade e o Estado se demitem, há "nós górdios " em algumas vidas e o desespero toma conta das pessoas.
Precisamos de uma Sociedade mais justa e de um Estado atento aos cidadãos, para que não haja mais tragédias destas.
Os meus cumprimentos.
Maria da Paz


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