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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011

Hoje em dia, abundam técnicos e especialistas. Mas não restam muitos sábios. Em tempo de poupança, ditada pela crise, é pecaminoso desperdiçá-los.

 

Esta noite pudemos ouvir, por poucos minutos é certo, um dos poucos sábios que nos resta: António Barreto.

 

À competência e argúcia acrescenta lucidez e moderação.

 

Toma posições sem ser sectário.

 

Apreende a realidade e transmite o seu olhar sobre ela sem disfarces.

 

Sublinhou o óbvio esta noite: a campanha eleitoral foi pobre, mas não vale a pena estar sempre a insistir no mesmo.

 

Os próximos três ou quatro meses tornar-se-ão esclarecedores: ou há entendimento entre presidente da república e primeiro-ministro ou temos mais crise.

 

Era bom que os principais partidos se entendessem em nome do país e que não se digladiassem em prejuízo do país.

 

À testa dos nossos problemas colocou a justiça. Que, assinalou, funciona pior nos grandes centros do que nas pequenas localidades.

 

A educação também precisa de ser reformulada. Ao governo cabem duas tarefas fundamentais: definir um programa curricular comum e manter uma actividade inspectiva. O resto cabe às comunidades e às suas forças vivas. É preciso apostar - de vez! - na sociedade civil.

 

Pressente-se muito desencanto com o presente e desenha-se alguma apreensão quanto ao futuro.

 

Já há quem (Henrique Raposo e Francisco José Viegas, por exemplo) tenha lançado o seu nome como possível candidato às presidenciais de 2016.

 

Enquanto sociólogo, António Barreto é um profundo conhecedor da nossa identidade e das suas idiossincrasias mais entranhadas.

 

Pressinto, porém, que, fiel a si mesmo, optará por permanecer como uma reserva. Reserva cívica e reserva moral de um país que desperdiça o que há de melhor.

 

Na vida, há sempre uma reserva que nunca se usa, que nunca se gasta. Recorremos a ela em horas de aperto e reencaminhamo-la para o seu lugar, para a reserva.

 

Seja como for, o pensamento como que rejuvenesce ao ouvir sábios como António Barreto e outros. Que não são muitos.

 

 

publicado por Theosfera às 00:00

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