«Educar é introduzir na realidade total».
Assim escreveu Jungmann e assim recorda Luigi Giussani num livro cuja versão portuguesa tem como título Educar é um risco.
Mas como introduzir na realidade se se renuncia, cada vez mais, a uma hipótese explicativa dessa mesma realidade? Se o apelo à tradição é cada vez mais esbatido?
E como introduzir na realidade total se a fragmentação é a linha dominante dos programas e dos conteúdos sem haver, muitas vezes, um fio condutor entre eles?
A importância da unidade no projecto educativo ressalta como fundamental, determinante, decisiva.
A escola padece, hoje em dia, de bastos focos de heterogeneidade e contrariedade. Isto cria nos estudantes uma atmosfera de cepticismo e desmotivação muito perigosa. «As pessoas lamentam-se, com frequência, que os jovens não constroem: mas o que construir e sobre que base?»
Vamos assumir: estamos a falhar na educação.
Vamos decidir: urge apostar num novo rumo para a educação.
Vamos deixar de ter medo de falar dos valores, de marcar um rumo, de propor normas éticas.
Vamos deixar de ter medo de educar os sentimentos.
Vamos deixar de ter medo de corrigir, de chamar a atenção.