O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

Às vezes, dou comigo a pensar no seguinte. A principal diferença entre a teologia portuguesa e a teologia espanhola é que a teologia espanhola existe.

 

É, naturalmente, com mágoa que colho este registo. Nem sequer se trata de uma tomada de posição. Trata-se tão-somente de uma simples aferição.

 

Uma obra como a que acaba de aparecer na Espanha seria impossível de surgir no nosso país.

 

Olegario González de Cardedal publicou um livro que condensa o percurso da teologia epanhola nos últimos cinquenta anos.

 

Entre nós, a Teologia, muitas vezes, oscila entre a repetição e a paráfrase.

 

Há condicionantes de vária ordem que, no conjunto, concorrem para o empobrecimento da vida eclesial e da presença cristã na sociedade.

 

Não há estímulos à investigação nem apoios para a publicação.

 

A Teologia, entre nós, limita-se, praticamente, à docência e aos manuais.

 

É claro que há excepções (muito estimáveis, aliás) que acabam por confirmar a regra.

 

A vitalidade da fé também se afere pela revitalizção da Teologia.

 

É necessária uma leitura da nossa realidade à luz da fé e da fé a partir da nossa realidade.

 

Precisamos, por isso, de uma teologia que não se fique pela robustez do conceito, mas que seja, acima de tudo, existencialmente interpelante.

 

A Espanha está tão perto. Mas a sua pujança parece, por vezes, demasiado longe.

publicado por Theosfera às 11:07

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