O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

O Evangelho apresenta-nos Jesus preocupado com as pessoas.

 

Tem para elas palavras de esperança e tem junto delas atitudes de alento.

 

Não é em vão que a mesma palavra (sozo) significa curar e salvar.

 

A actividade taumatúrgica de Jesus é uma realidade e funciona, acima de tudo, como um sinal. Ele é o grande libertador e o maior curador da enfermidade humana.

 

Jesus oferece uma poderosa terapia diante do egoísmo que desfigura a existência e macula a convivência.

 

O Seu amor, como sagazmente notara Agostinho da Silva, é desegoízador.

 

Só por duas vezes, de acordo com os Evangelhos, fala da instituição que haveria de prosseguir a Sua obra.

 

A Igreja é importante, mas não um absoluto nem se constitui como uma meta.

 

O essencial é o que aparece designado como Evangelho do Reino.

 

Reino, como é óbvio, nada tem que ver com uma magnitude política. Trata-se de uma grandeza de ordem diversa. É a presença de Deus no meio das pessoas.

 

Daí o apelo à mudança e o convite a segui-Lo.

 

A Igreja, como assinala Paulo, existe para assegurar a presença de Cristo no tempo.

 

Não pode, por isso, desagregar-Se de Cristo.

 

Cristo não quis separar-Se da Igreja. A Igreja não pode separar-se de Cristo.

 

Só que há quem veja distância: não de Cristo em relação à Igreja, mas da Igreja em relação a Cristo.

 

É neste sentido que não é muito curial apontar à sociedade a responsabilidade pela crise da Igreja.

 

A crise da Igreja (vale a pena ler o texto de José António Saraiva na Tabu) vem de dentro para fora e de cima para baixo.

 

O caminho há-de ser, pois, acolher o que nos chega de fora para dentro e de baixo para cima.

 

Não foi por acaso que Jesus enviou os discípulos para fora, advertindo que o Reino é como uma semente lançada à terra.

 

É, portanto, por baixo que se deve começar.

 

É claro que a linguagem é sempre um instrumento inapropriado. É que, relativamente a Cristo, não há fora, nem baixo. Ele está dentro de tudo e de todos. E todos estão dentro d'Ele.

 

Perceber isto é fundamental.

publicado por Theosfera às 10:47

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