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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

O desespero desfigura. O desespero transtorna. O desespero mata.

 

No Haiti, de que tanto se voltou a ouvir falar, uma mãe matou o seu filho.

 

Sim, leram bem. Uma mãe matou o seu filho.

 

Não encontrou quem o acolhesse. Ela, pelos vistos, não tinha condições para o ter.

 

Sem alternativa, enveredou pela opção fatal.

 

No fundo, o desespero é uma morte no coração de quem é tolhido por ele.

 

O crime de Nova Iorque, com os pormenores asquerosos que a todo o instante nos são servidos, mostra que, no fundo, houve duas mortes.

 

Carlos Castro foi morto. Mas Renato Seara, de certa forma, também morreu.

 

O espanto das pessoas que o conhecem revela uma coisa elementar. O acto que, alegadamente, praticou não condiz com o seu perfil, com a sua conduta.

 

Houve, portanto, uma desfiguração, quiçá ditada pelo desespero.

 

Era como se outra pessoa se tivesse apoderado dele.

 

Conseguirá Renato renascer, como se infere do étimo do seu nome?

 

Deixemos os juízos para quem tem de julgar.

 

Procuremos, sim, reflectir e inflectir.

 

O mundo é belo. Mas está a ficar um lugar muito perigoso.

 

publicado por Theosfera às 11:20

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