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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

A era do vazio não nos atira, necessariamente, para o vácuo. Faz pior: expõe-nos ao risco da destruição.

 

O vazio é, acima de tudo, um processo, um processo de esvaziamento.

 

Lipovetsky deixou antever, numa célebre trilogia, que a era do vazio é dominada pelo império do efémero e marcada pelo crepúsculo do dever.

 

É assim que o esvaziamento acaba por redundar numa substituição.

 

O universo de referências e o quadro de valores que teceram a nossa civilização estão a esfarelar-se rápida e estrepitosamente.

 

O que prevalece é a desconstrução, a destruição.

 

Quanto mais trágica é a destruição, mais dissecada ela se torna aos olhos de todos.

 

O caso BPN saiu (por momentos?) do prime time por causa do homicídio de um jornalista em Nova Iorque.

 

O ingrediente é comum: suspeita, intriga.

 

Mas a dimensão é maior: sangue, violência, sexo, morte.

 

É tudo trágico. Mas tudo nos é servido ao jeito do espectáculo.

 

Já não somos cidadãos? Não passamos de meros consumidores?

 

 

publicado por Theosfera às 13:52

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