O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

A História do Mundo também pode ser descrita como sendo a História do Fim. As perguntas acerca do para onde? e do para quê? ocuparam mentes e encheram páginas no decurso dos séculos.

 

O ser humano sempre teve o seu olhar dirigido para a frente, para o futuro, para o fim. É natural que, na proximidade do fim do ano, esse olhar se intensifique, embora nem sempre venha emoldurado com o desejado entusiasmo.

 

Usando duas conhecidas expressões de Jacques Séguy, dá a impressão de que os «paraísos encontrados» pelo coração facilmente se transformam em «paraísos perdidos» na realidade quotidiana.

 

É por isso que o pensamento do fim assusta um pouco o comum das pessoas. O terreno em que aparece o amanhã surge demasiado movediço. O fim desponta mais como destruição do que como plenitude.

 

Como sintetiza Jean Delumeau, há um contraste entre «dois sentimentos que se opõem. Por um lado, assistimos aos progressos contínuos da ciência e da técnica e apreciamos o conforto que nos trazem. Por outro, constatamos com melancolia que a ciência e a técnica não deram os resultados com que muitos dos nossos antepassados contavam. A verdade é que a felicidade continua a fugir diante de nós e de nada parece servir corrermos cada vez mais velozmente atrás dela».

 

 É nestas alturas que temos de convocar as energias da esperança.

 

Não podemos descrer nem capitular. Os problemas existem não para nos vencerem mas para serem vencidos por nós.

 

Há que empreender na busca da nossa verdadeira vocação: enquanto pessoas e enquanto humanidade. «A humanidade inteira — escreve Jean Delumeau — tem uma vocação e cada um de nós é chamado a um destino que deve levá-lo até Deus».

 

No fundo, trata-se, na linha do que defendia Teilhard de Chardin, de «pancristianizar o universo». É esta, como recomenda John Eccles, a nossa autêntica natureza: «Procurar a esperança na busca do amor, da verdade e da beleza».

publicado por Theosfera às 00:01

De António a 29 de Dezembro de 2010 às 00:15
Ronald Fischer, biólogo evolutivo e geneticista inglês, que Richard Dawkins considerou " o maior dos sucessores de Darwin", afirmou:

" Para o homem religioso tradicional, a principal novidade introduzida pela teoria da evolução da vida orgânica foi a de que a criação não terminou há muito tempo atrás mas está ainda em progresso, no meio da sua incrível longevidade.De acordo com a linguagem do Génesis ainda vivemos no sexto dia, provavelmente durante o princípio da manhã, e o divino artífice ainda não deu por terminada a sua obra declarando que ela era "muito boa".

Não quererá isso dizer que a nós nos falta completar a Obra da Criação ?...

De Theosfera a 29 de Dezembro de 2010 às 10:17
Tem toda a razão, bom Amigo. O último livro de Zubiri, Acerca del mundo, aborda magistralmente essa temática. Abraço amigo no Senhor.

De António a 29 de Dezembro de 2010 às 14:25
Por mim, estimado Padre João António, não vejo efectivamente que a problemática do Mal, o maior entrave filosófico à aceitação de Deus,possa ser resolvida de outra forma senão através da admissibilidade conceptual de que Deus nos deferiu a possibilidade de completarmos a Obra da Criação, na linha do que também sustentou esse grande homem e intelectual que foi Teilhard de Chardin. No fundo, Darwin e Teilhard de Chardin completam-se primorosamente. Evolução deve ser a palavra-chave que possibilita um melhor entendimento da temática do Mal.Abraço amigo...

De Theosfera a 29 de Dezembro de 2010 às 16:22
Sem dúvida, bom Amigo. O Homem, no relato bíblico, é o único interlouctor de Deus. Este endossa-lhe a responsabilidade pela obra criada. O mal vem na gestão que os homens fazem no âmbito de tal responsabilidade. Daí que o mal, mais do que carência de bem, seja sobretudo transtorno de ser.
Abraço amigo e muito obrigado.


mais sobre mim
pesquisar
 
Dezembro 2010
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4

5
6
7
8
9


22



Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro