O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

Vejo a palavra. Vejo os presentes. Vejo as luzes. Vejo as correrias. Vejo a chuva. E vejo o frio. Só não vejo o Natal.

 

Às vezes, até sou tentado a esquecer que é Natal.

 

Falta justiça. Falta carácter. Falta autenticidade. Falta encanto.

 

Há muita hipocrisia. Há demasiada superficialidade. Há excessivos interesses. E há não pequenas instrumentalizações.

 

Não sei porquê. Há qualquer coisa que se vai apagando. E há muita coisa que vai doendo.

 

O Natal é, sem dúvida, contagiante. Mas a palavra Natal em certos lábios provoca um calafrio mais frio que o próprio frio. É que há vidas que não sabem a Natal. Há vidas que negam o Natal.

 

Falar sobre o Natal não custa. Viver o Natal é que é importante.

 

O Natal não se diz com os lábios. O Natal é um poema que se declama com a vida.

 

É nos pequenos, nas pessoas verdadeiras e nos corações puros que eu vejo brilhar a estrela de Natal.

 

 

 

publicado por Theosfera às 22:24

De Maria da Paz a 21 de Dezembro de 2010 às 03:47
Rev.mo Senhor Doutor:

Neste mundo de aldrabões, até o próprio Natal é roubado ao Menino Jesus! Por incrível que pareça!
O absurdo dos absurdos!
Em primeiro plano, o "Pai Natal", a "Árvore de Natal", "A Festa da Família" (apesar de os mesmos aldrabões nada fazerem para proteger a Família, bem pelo contrário - só a têm destruído!)
Todos sentimos que muitos (uma maioria silenciosa e sofredora) desejariam o advento de uma Sociedade com valores, onde a família tivesse o seu lugar, onde os mais novos crescessem «em sabedoria e em graça».
Neste mundo de aldrabões, a confusão é tanta, que no Natal interessa-lhes esconder, minimizar, esquecer e fazer esquecer, o Aniversariante!

Continua, em muitos casos, a não haver lugar para Jesus nascer...
Afectuosamente,
Maria da Paz


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