O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

É mau, muito mau, que se aproveite a pobreza (e, pior, a pessoa dos pobres) para qualquer género de aproveitamento. Mas não é menos mau ignorar o problema.

 

A pobreza existe. É fundamental trazê-la para o centro do debate.

 

O que me parece bastante grave é que se faça dos pobres arma de arremesso e instrumento de ataque político.

 

É certo que, a fazer fé na máxima de Clausewitz, a política é uma forma de guerra, embora uma forma não sangrenta.

 

Mas há limites.

 

Acresce que nunca podemos julgar ninguém. Se as pessoas fazem algo pelos pobres, é natural que a comunicação social se faça eco dessas acções.

 

Se há exibicionismo, é péssimo. A pobreza já é suficientemente estigmatizante para que alguém se arrogue no direito de subir à custa de quem é massacrado por ela.

 

Às vezes, o despudor não tem limites.

 

Não nos vangloriemos do que se faz. Mas também não ataquemos quem faz ou tenta fazer.

 

E a erradicação da pobreza faz-se pelo apoio directo às suas vítimas e também pela denúnica das situações que a provocam.

 

Como alguém escreveu, «mais grave que aproveitar a pobreza para fazer política é aproveitar a política para fazer pobreza».

 

Uma coisa é certa. A pobreza não nos pode mobilizar apenas no Natal.

 

O Natal acontece todos os dias. A pobreza também.

publicado por Theosfera às 10:55

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