O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

É mau, muito mau, que se aproveite a pobreza (e, pior, a pessoa dos pobres) para qualquer género de aproveitamento. Mas não é menos mau ignorar o problema.

 

A pobreza existe. É fundamental trazê-la para o centro do debate.

 

O que me parece bastante grave é que se faça dos pobres arma de arremesso e instrumento de ataque político.

 

É certo que, a fazer fé na máxima de Clausewitz, a política é uma forma de guerra, embora uma forma não sangrenta.

 

Mas há limites.

 

Acresce que nunca podemos julgar ninguém. Se as pessoas fazem algo pelos pobres, é natural que a comunicação social se faça eco dessas acções.

 

Se há exibicionismo, é péssimo. A pobreza já é suficientemente estigmatizante para que alguém se arrogue no direito de subir à custa de quem é massacrado por ela.

 

Às vezes, o despudor não tem limites.

 

Não nos vangloriemos do que se faz. Mas também não ataquemos quem faz ou tenta fazer.

 

E a erradicação da pobreza faz-se pelo apoio directo às suas vítimas e também pela denúnica das situações que a provocam.

 

Como alguém escreveu, «mais grave que aproveitar a pobreza para fazer política é aproveitar a política para fazer pobreza».

 

Uma coisa é certa. A pobreza não nos pode mobilizar apenas no Natal.

 

O Natal acontece todos os dias. A pobreza também.

publicado por Theosfera às 10:55

De António a 20 de Dezembro de 2010 às 13:22
O bondoso D. Helder da Câmara disse tudo: " Se pergunto pelos pobres, chamam-me santo; se pergunto porque há pobres, chamam-me comunista". Para acabar com a miséria e a pobreza no mundo, são necessárias políticas económicas e sociais consequentes, que passem por uma efectiva partilha de bens. Ou seja, é necessário o verdadeiro Cristianismo de Jesus de Nazaré. Mas nós vamos continuar a querer conciliar o inconciliável.Claro que uma aprofundada visão da vida interpela-nos a todos para uma grande mudança interior, que depois se reflectiria numa genuína economia de cooperação e partilha. Repito: nas sociedades das abelhas e das formigas nenhum daqueles pequeninos seres passa privações. Porque será ? E porque é que os humanos, que se julgam tão inteligentes, não são capazes de alcançar o que as abelhas e as formigas já conseguem ? A resposta é fácil: as abelhas e as formigas "entendem" muito mais de Cristianismo do que nós...

De Theosfera a 20 de Dezembro de 2010 às 14:31
Toda a razão, bom Amigo. Bem tento ser optimista em relação à Igreja, mas o que vejo vai-me desincentivando. Salvam-se algumas clareiras como D. Hélder Câmara. Que saudades de pessoas como ele! Abraço amigo.

De António a 20 de Dezembro de 2010 às 15:06
Estimado Padre João António:

O mundo carece muito de pessoas como o meu bom amigo, que se mostra um sacerdote digno e exemplar. Estamos todos a viver momentos muito difíceis e problemáticos, a nível religioso, espiritual, político e social. Mas é agora mais do que nunca que o exercício da missão sacerdotal se impõe e justifica.Cristo veio ao mundo para estar junto dos pecadores, dos pobres e dos injustiçados, em circunstâncias histórias extremamente difíceis e intolerantes. João Baptista pregou muitas vezes sozinho. Santo António fez o mesmo no célebre sermão aos peixes.Nem Santo António, nem João Baptista e muito menos Jesus de Nazaré pregaram em vão.Abraço amigo...

De Theosfera a 20 de Dezembro de 2010 às 16:24
Bondade sua, bom Amigo. Muito obrigado. A sua presença neste espaço tem sido uma ajuda preciosa. Abraço amigo no Senhor.


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