O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

 É uma das conjugações mais difíceis de obter: entre a justiça e a misericórdia.

  

Há quem defenda uma justiça pouco misericordiosa. E há quem considere que a misericórdia é pouca justa.

 

Faz bem lembrar uma das primeiras encíclicas de João Paulo II (a Dives in Misericordia), onde se diz claramente que «a misericórdia faz parte da justiça». Nem poderia ser doutra maneira.

 

Basta pensar em Deus. Ninguém é mais justo que Ele. E todos sentimos como, na Sua infinita justiça, resplandece uma imensa misericórdia.

 

De resto, em Deus, tudo é imenso: a justiça e também a misericórdia.

 

Na nossa finitude, é natural que nem sempre atinjamos esta articulação.

 

Quando exercemos a justiça, parece que a misericórdia se obscurece.

 

E, quando apelamos à misericórdia, dá a impressão que não queremos nada com a justiça.

 

Entendemos, amiúde, a justiça como sinónima de desresponsabilização. Em síntese, não pomos misericórdia na justiça nem justiça na misericórdia.

 

Não temos presente que a justiça e a misericórdia são duas irmãs gémeas. As duas procedem de uma única fonte: o amor.

 

Urge, pois, na Igreja e na sociedade, colocar uma afinidade onde tende a existir um antagonismo.

 

A justiça com misericórdia não se inibe obviamente de repreender, de exortar. Mas nunca afasta; nunca condena; nunca exclui.

 

Devemos ser claros quanto a princípios. Mas sempre misericordiosos para com as pessoas.

 

Nunca nos apressemos a julgar ninguém. Tanto mais que, como diz a Bíblia, o juízo pertence a Deus. Só a Deus (Deut 1, 17).

 

Fiquemos com a sábia recomendação de Santo Agostinho: no certo unidade, no incerto liberdade; em tudo caridade.

 

O amor é a palavra última, a palavra definitiva.

 

O amor é divino! E Deus é amor!

publicado por Theosfera às 10:17

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