O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 11 de Dezembro de 2010

Essencial ler (e meditar) dois notáveis textos neste sábado que começou soalheiro, mas que já está tingido de cinzento: Bagão Félix no Público e José Manuel dos Santos no Expresso Actual.

 

Não estamos preparados para os tempos que aí vêm. E nem sequer sabemos o modo como havemos de sair deles.

 

A falsidade está a converter-se em cânon, à força de tanta insistência e despudor.

 

As palavras que nos avisam nada resolvem. Apenas parecem aprofundar o torpor.

 

José Manuel dos Santos, luminoso como sempre, atinge o zénite: «O pior é ouvir os que são réus a falarem como juízes». No fundo, «as vozes erguem-se para proclamar o óbvio e baixam-se para murmurar o absurdo. As palavras levantam-se para afirmar o injusto e caem para gaguejar o inútil».

 

A vozearia que atordoa e a escrita que nos polui estão «sempre do lado da morte. A monstruosidade quer mais monstruosidade e a avidez exige mais avidez. Todos apontam o dedo a todos, todos desviam o olhar de todos, mas todos se fazem com todos. Os culpados de ontem são os inocentes de hoje e os inocentes de hoje serão os culpados de amanhã».

 

Este é o domingo da alegria. E o certo é que, apesar das agruras deste tempo soturno, ainda se descortinam clareiras de riso. Para fora, pelo menos.

 

Mas quem tem coragem de assumir que é preciso mudar?

publicado por Theosfera às 15:56

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