O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

O nome por que é conhecida já diz tudo (não dizendo nada) acerca do quadro de referências e de valores que nos são impostos.

 

Lady Gaga vai estar em Portugal.

 

Parece que o seu nome arrasta multidões, além de um séquito volumoso: nada menos que 34 camiões.

 

O que mais impressiona é verificar como, numa jovem de 24 anos, já nada existe de natural, de espontâneo, de puro. Tudo, nesta figura, é fabricado, é construído, colado. Tudo cheira a artificial.

 

Nem o nome é o dela. É todo o mundo que está nela. É toda esta subcultura que a domina por completo. É toda a anticultura que alicerça o seu êxito, mas que revela também o seu (e nosso) vazio.

 

Perturbador é sentir que não falta quem se reveja nestes ídolos. É que, ao contrário do ícone (que aponta para outro), o ídolo aponta para si.

 

O mundo do espectáculo e da moda acaba por constituir uma montra do estado a que chegamos: a mediocridade, o deslumbramento, a vaidade, o nada.

 

Não se vislumbra qualidade, beleza, autenticidade. Tudo é fingido. Tudo é gritado. Tudo é agitado.

 

E ainda há multidões que correm atrás destes modelos! Será o abismo que nos espera?

 

Quero acreditar que uma luz há-de brilhar. Há muito bem a ser semeado.

 

O problema é que os holofotes estão na direcção errada. Só nos mostram o que pouco vale.

publicado por Theosfera às 10:39

De António a 10 de Dezembro de 2010 às 13:29
Lady Gaga reflecte a mediocridade reinante. Mas a mediocridade cultural e estética também prepondera porque simltultâneamente existem escassos níveis de religiosidade.De um lado, temos o espectáculo do facilitismo profano. Do outro, graves incongruências teológicas e comportamentais. Por tudo isso, no mundo dominam as derivas esquizofrénicas, não as diversas mundivodências éticas.

Permito-me aqui citar, a propósito dessas reinantes medianias estas belas palavras do Padre Mário de Oliveira:

"Que fique claro duma vez por todas: a sexualidade humana só é bem abordada num clima de afectos partilhados. Nunca num clima de Tribunal, muito menos, de Tribunal da Inquisição jornalística. Cuidemos, primeiro e sempre, em formarmos seres humanos em estado de Liberdade e de Maioridade, e tudo o mais virá por acréscimo. Sem necessidade de polícias de costumes, como os fariseus do tempo e do país de Jesus, que não largavam nunca o pé de Jesus, para ver se o apanhavam em falso. Os padres /presbíteros que o são por vocação, como é o meu caso pessoal, e não por profissão ou como modo de vida, não precisam de frequentar Platão, muito menos a Playboy ou a Gina. Não porque essas sejam áreas interditas a um padre /presbítero da Igreja. Não são. Nada é interdito a um ser humano constituído na Liberdade e na Maioridade. Mas basta-nos frequentar-escutar-ser-viver, todos os dias, o belíssimo Poema erótico bíblico, Cântico dos Cânticos. Porque, lá, onde abundam os afectos partilhados, na sua máxima expressão, que é a Gratuidade e não a lei, a sexualidade humana é sempre vivida com a mesma naturalidade com que se respira. Ao modo matrimonial, nuns casos; ao modo de celibato pelo Reino /Reinado de Deus, noutros casos"

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