O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 04 de Dezembro de 2010

Há datas que expõem com clareza a extrema velocidade do tempo.

 

Trinta são os anos que já passaram sobre a morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa e parece que foi apenas ontem.

 

A comunicação social tem procurado reconstituir os passos da vida e o caminho da morte destes dois estadistas.

 

Há muita coisa que tem vindo à superfície e que, então, estava vedado ao cidadão comum.

 

Nem sequer falta o exercício de história virtual (ou contrafactual) de tentar reconstituir o que seria Portugal se estes homens não tivessem morrido.

 

O constrangimento ideológico ainda se faz sentir com muito vigor.

 

A sensação é que estamos perante vidas interrompidas (como sugere a recente biografia de Amaro da Costa) e diante de um termo antes do fim (como escreve José Manuel dos Santos em mais uma magnífica prosa).

 

Independentemente da valorização das decisões que tomaram, é indiscutível que estamos diante de pessoas que acreditavam no que faziam e que davam a vida por aquilo que diziam.

 

Com quase toda a certeza, não se reveriam na trajectória de muitos que invocam os seus nomes.

 

E é curioso notar a unanimidade laudatória perante as suas figuras quando toda a gente sabe que, no ano em que morreram, sofreram ataques muito para lá do plano político.

 

Acerca de Sá Carneiro, o que ressalta é uma pressa enorme com que gere a sua vida. As contradições foram muitas (entrava e saía do partido, virava-se tanto para o PS como para o CDS), mas sempre com um ardor imenso e uma convicção firme.

 

A contradição, afinal, é um sumo que vem da profundidade da vida. Ninguém lhe escapa. Só nas contradições, as surpresas aparecem.

 

Houve muito do nosso futuro que caiu com aquela avioneta.

 

Nesta hora, o que importa é desejar paz às almas dos que tombaram e honrar as suas memórias. 

publicado por Theosfera às 11:42

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