O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 03 de Dezembro de 2010

Kierkegaard levanta uma questão inquietante: quem será mais ouvido por Deus? Será aquele que sabe a doutrina toda, mas tem um coração mau? Ou será aquele que, mesmo não sabendo a doutrina, tem um coração bom?

 

Ninguém tem dúvidas quanto à resposta. Jesus, quando apontou para o essencial, disse para aprendermos com o Seu coração manso e humilde.

 

 O fundamental é que apostemos na totalidade. É possível (e, mais que possível, desejável) conhecer a doutrina e praticá-la. Porque a doutrina leva a isso. Não é a doutrina que nos impede de ter bom coração.

 

 Às vezes, os ateus dizem não acreditar em Deus. Mas, no fundo, não acreditam é naqueles que falam tanto de Deus, mas não vivem segundo Ele.

 

 Em boa verdade, o máximo que um irmão ateu pode dizer é que não crê. Como é que ele pode decretar que Deus não existe?

 

 No fundo, o que ele diz é que Deus não existe em na vida de tantos que se dizem crentes. Portanto, somos nós que, tantas vezes, mais argumentos damos para o alastramento da descrença.

 

 Os problemas da Igreja são, cada vez mais, internos. De fora vêm as interpelações. Mas é de dentro que emergem os obstáculos.

 

 Estejamos atentos. E sejamos humildes. Não seremos nós mais ateus do que muitos ateus? 

publicado por Theosfera às 12:01

De António a 3 de Dezembro de 2010 às 14:00
Conheço verdadeiros ateus que não acreditam em Deus. A quem a ideia de Deus não os toca. Depois, há muitos que provieram normalmente da Igreja Católica e que se transformaram em ateus por muitas e variadas razões, que tocam amiúde nas chocantes incoerências da Bíblia e não só.Por mim, não aceito de forma alguma que seja possível compatibilizar o Deuterónimo e o Levítico com a Doutrina de Cristo, a Lei de Talião com a Lei do Perdão. Nem concebo que seja possível conciliar a perversão " teológica" de Fátima com a Doutrina de Jesus de Nazaré. Que seja possível conceber que qualquer plano divino soteriológico passe por rezas obsessivas de terços e rosários e por ameaças de aplicação de " castigos colectivos divinos" se alguns seres humanos continuarem a pecar. Que Deus viesse castigar indiscriminadamente bons e maus, santos e pecadores e crianças inocentes. A Religião não pode ser um processo esquizofrénico. E aqueles ateus que não acreditam em nada destes absurdos fazem muito bem.Pelo menos, preservam a sua sanidade mental.Alguém de bom senso pode admitir que uma menina de cerca de 15 anos, com olhos negros, vestido curto pelos joelhos, calçando meias brancas, com brincos nas orelhas e uma estranha medalha aos bicos no pescoço, muito parecida com o talismã islâmico " hamsa", pudesse ser Maria Santíssima,como foi relatado pela vidente Lúcia no seu inicial relato de 1917 ? Alguém concebe que Maria de Nazaré tivesse aparecido em Lourdes, sob a figura de uma adolescente de cerca de 18 anos, agora já com olhos azuis,afirmando que já não podia " segurar a cólera do seu filho" ? E que depois tenha aparecido em Medjugorge a dizer não sabe muito bem o quê, agora também com olhos azuis, como relataram os supostos videntes ? Mas isto o que é ? É neste conjunto variado de inanidades e de incoerências esquizofrénicas que alguns crentes pretendem que os ateus passem a acreditar ? É numa concepção de Deus eminentemente bondoso mas que permitiria que os Seus próprios filhos se auto-condenassem, por toda a Eternidade, ao braseiro tenebroso relatado na suposta visão dos pastorinhos de Fátima ? Houve um padre católico que, em Portugal, não aceitou este conjunto de graves incoerências, claramente atentatórias da Doutrina de Cristo: o tão vilipendiado Padre Mário de Oliveira, que muito admiro e que tive o prazer de conhecer pessoalmente. Foi uma das raras vozes que ousou pregar no deserto contra a imposição da crença imponderada e supersticiosa. E ele, tal como Tomás da Fonseca, tal como Moisés do Espírito Santo, mostraram à saciedade que não podia ter sido Maria Santíssima a entidade que tenha aparecido na Cova da Iria.Padre Mário de Oliveira desmontou, com notável clarividência, essa farsa, apoiado naqueles elementos que mais contundentemente o animaram: no Evangelho e na Doutrina de Cristo. Um dia se verá como a superstição fatimista acabará por ruir e como Jesus de Nazaré prevalecerá...


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