O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 01 de Dezembro de 2010

Está este dia alojado na lembrança de uma meninice já distante.

 

O que se assinalava era sobretudo o carácter.

 

Não estava em causa se podíamos ter melhor nível de vida. Estava em causa a nossa identidade.

 

A independência significava que queríamos ser nós.

 

Queríamos ser nós não necessariamente contra os outros e desejavelmente com os outros. Queríamos ser nós, a partir de nós.

 

Os relatos de 1640, enturmados com as crónicas de 1385, despertavam na alma um vigor sublime.

 

Falar de independência, hoje, parece uma revisitação de um armário onde se arrumam recordações.

 

A nossa independência não passa de um eufemismo, de um recurso retórico com que queremos fazer alguma prova de vida.

 

Os nossos governantes recebem ordens lá de fora.

 

Desta fez, não foi necessária a força. Nós é que alienamos a nossa independência.

 

Com os outros países acontece o mesmo.

 

Não sei o que pensariam os nossos antepassados de seiscentos. Mas algum incómodo deveriam sentir. Afinal, deixamos de estar na periferia da Espanha para nos quedarmos na cauda da Europa.

 

Destino inevitável. Desígnio irreversível?

publicado por Theosfera às 10:12

De Maria da Paz a 2 de Dezembro de 2010 às 23:43
Rev.mo Senhor Doutor:
Apesar da diferença assinalável da idade, é assim mesmo que recordo o 1º de Dezembro da minha infância e por aí fora até à minha juventude...
Depois... foi o caos!
É V. Rev.ª que, muitas vezes aqui, e também nas suas homilias, nos incita a ter Esperança, confiando em Deus.
É só este o caminho!
E pode ser que o "destino não seja inevitável" e que " o desígnio não seja irreversível".
Afectuosamente,
Maria da Paz

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