O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Mantenho o que sempre afirmei. Olho para o futebol como um repositório do carácter e dos sentimentos.

 

Um estádio chega a assimilar-se, deveras, a uma faculdade de antropologia, de sociologia e de psicologia.

 

Deste fim-de-semana sobram algumas atitudes reveladoras e alguns gestos preocupantes.

 

Escalpelizadas as incidências desportivas, é o momento de reflectir acerca de alguns comportamentos.

 

No sábado, há um jogador que é alvejado com uma avalancha de maçãs. 

 

Havia mágoas que transitavam desde há muito, é certo. Mas a cortesia é sempre a resposta que marca a diferença.

 

No mesmo jogo (um clássico, como se ouviu), um atleta do Sporting atirou a bola para fora ao ver que um adversário estava no chão. Foi um gesto bonito, mas que não teve devolução.

 

Poucos minutos mais tarde, houve oportunidade. Um jogador do Sporting estava caído. O F.C.Porto continuou a jogar. E marcou golo. É claro que nada obrigava a uma paragem. O árbitro é que manda. Mas ir mais além que a obrigação é algo que faz a diferença. Tanto mais que havia um precedente recente.

 

Ontem, Jorge Jesus abandonou, intempestivamente, a entrevista no final do jogo. Não foi edificante o gesto. Mas daí a estigmatizá-lo vai uma grande distância.

 

O treinador não gostou de uma pergunta que, aliás, nem era sobre o jogo. O jornalista, de um modo que me pareceu desabrido e até arrogante, replicou que quem fazia as perguntas era ele.

 

Isto deixa-me desgostoso. A falta de humildade é preocupante.

 

Até um professor, que não revela obviamente as perguntas, não foge ao âmbito da matéria. Ora, supõe-se que a matéria das entrevistas rápidas são os jogos que terminaram.

 

Poder-se-á ir mais longe? Sim, se houver acordo.

 

Um jornalista pede um serviço. Um treinador acede a prestá-lo. Para quê estas atitudes?

 

Os tempos não correm fagueiros para a urbanidade, para a convivência.

publicado por Theosfera às 19:31

De Theosfera a 29 de Novembro de 2010 às 22:00
Não resisto a um apontamento. Isto chega mesmo a ser penoso. O concurso Quem quer ser milionário, que passa enquanto vou trabalhando, perguntava pelo autor do célebre «cogito, ergo sum».
Uma concorrente passou porque estava indecisa. As possibilidades eram Kant, Descartes, Manuel Maria Carrilho(!) e Deleuze. A concorrente seguinte, que já não podia passar, disse logo que não fazia ideia. Arriscou em...Deleuze! O apresentador perguntou-lhe se sabia quem era Kant. Ela respondeu que devia ser algum especialista em economia. Confesso que fico preocupado com o estado da nossa cultura mais elementar.


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