O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

Comentar, nesta altura, programas de televisão parece uma excentricidade. Faz lembrar a pergunta de Hölderlin: «Para que servem os poetas neste tempos de aflição?»

 

Eu diria que os poetas servem sempre e servem muito. Saciar o espírito é sempre benfazejo.

 

Já quanto a determinados programas, era importante que o discernimento fosse maior.

 

Correram esta tarde duas notícias nos jornais.

 

Uma acerca da casa dos segredos, que nunca vi mas que, dado o volume informativo, sei, mais ou menos, em que consistirá.

 

Parece que um participante foi expulso porque terá agredido a namorada.

 

Como é possível que a televisão dê cobertura a coisas deste jaez? Entre o indecoroso e o aviltante, há quem lobrigue alguma utilidade, alguma consistência?

 

Penso que não. Mas também não é qualidade que muitos querem.

 

Estamos perante um problema cívico. Se estes programas não fossem vistos, não existiriam.

 

As pessoas são livres. Mas dá que pensar.

 

Soube-se também que o Contra-Informação vai cessar. Aqui, confesso que sinto alguma nostalgia.

 

Havia ali muita irreverência, mas também bastante subtileza.

 

Desconheço as razões do termo. Mas cruzando as duas informações, é impossível não perguntar: como é possível que uma inane casa dos segredos sobreviva ao humor inteligente do Contra-Informação?

 

A futilidade e o vazio parecem ser trunfos. Mas isto vem de há uns tempos para cá.

 

Afinal, Quim Barreiros e Tony Carreira sempre vendem mais que Bach, Hyden e Mozart.

 

Só que daqui a duzentos anos, ninguém fará ideia de quem eles foram. Já os sons dos clássicos ouvir-se-ão para sempre. São imortais. O que é bom pode não ser apreciado nem consumido. Mas perdura. 

publicado por Theosfera às 20:52

De António a 26 de Novembro de 2010 às 22:28
Quando tenho a televisão sintonizada na TVi e passa a " Casa dos Segredos", vejo. Gosto de analisar a conduta humana e esse programa permite aferir o carácter dos intervenientes. É certo que é um jogo onde todos jogam, mas, normalmente, jogam mais os que tentam passar-se por " anjinhos". Como sempre desconfiei de gente delico-doce, falsamente educada e polida, gosto de estar atento a toda a realidade da vida, onde quer que ela se manifeste. E cada vez encontro mais pessoas íntegras em humanos azedos do que em demónios disfarçados de " boas pessoas"...

De Theosfera a 26 de Novembro de 2010 às 22:44
Comprendo, bom Amigo. Mas, como disse, não vejo. Só quando faço zapping é que os meus olhos por vezes reparam no programa. Mas confesso que passo adiante. Abraço amigo no Senhor.


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