O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

O segredo da missão está no sacrário e na rua. É fundamental estar perto de Deus e é urgente estar próximo do Povo.

 

Um cristão não pode ser imparcial. Ele tem de tomar partido. Não por partidos, mas pelo Evangelho, pelas pessoas. Há momentos em que calar é um pecado, um crime.

 

Um cristão, em rigor, não é da direita, não é da esquerda, não é do centro; é do fundo. É da profundidade de Deus que ele tem de brotar. É na profundidade do Homem que ele tem de estar.

publicado por Theosfera às 10:29

De António a 26 de Novembro de 2010 às 18:11
Sou cristão e tenho a minha ideologia política, como os demais cidadãos. E naturalmente faço também a minha leitura pessoal do Evangelho.Católicos houve que se aproximaram e identificaram com teses políticas de extrema- direita, que, durante muito tempo acantonou o Cristianismo numa estrita visão partidária. Mas não há como evitar isso. Cristianismo politicamente neutro, com o devido respeito, do meu ponto de vista, não existe. Em Portugal, a distância político - ideológica que afastou o Cardeal Cerejeira e o Bispo do Porto , D. António Ferreira Gomes, era enorme. Hoje, a distância entre D. Januário Torgal Ferreira ou Frei Bento Domingues e o Padre Nuno Serras Pereira é igualmente muito grande, em termos de ressonância politica. Esta distância não é, contudo, possível de ser superada, como, aliás, mostram as diversas encíclicas da Igreja Católica sobre Doutrina Social e não só. A democracia e a dialéctica trouxeram, no entanto, uma enorme vantagem: tornar possível a não identificação da Igreja Católica com as teses políticas de extrema-direita, que manietaram o Catolicismo durante demasiado tempo. Perante a Concordata de 1940,celebrada no tempo de Salazar, os bispos e arcebispos tinham que ser submetidos à aprovação do Governo de então, no sentido de se indagar se haveria " objecções de carácter político geral" às suas nomeações.Isto mostra como foi forte a tentação totalitária de se instrumentalizar a Igreja Católica.O próprio Bento XVI tem tido as mais diferenciadas posições ideológicas, ao longo da sua vida. Que dizer de alguém que afirmou expressamente que a Gaudium Spes marca uma ruptura com o Syllabus e chegou ao ponto de dizer que por emergência dos valores da Revolução Francesa de 1789 ? Se hoje alguém ,como por exemplo, Leonardo Boff, afirmasse que era necessário absorver os valores de 1789 seria crucificado.Respeito a postura de Bento XVI. Entendo a sua visão ideológica, embora dela discorde. E, pelo menos, ele assume com coragem os valores, actualizados ou não, em que acredita.A intempérie que abala a Igreja Católica enorme mas Bento XVI mantém-se convictamente firme na sua condução. Eu direi cada vez mais só. Mas isso só eleva a grandeza dos homens que se mantêm sós perante a oposição do mundo...

De Licurgo a 27 de Novembro de 2010 às 02:29
Leonardo Boff é uma personagem controversa. Foi expulso da Igreja Católica nos anos 80. Do sei de Boff é que é um marxista convicto que através da chamada "teologia da libertação" - condenada expressamente por Bento XVI e João Paulo II - tentou introduzir o comunismo na Igreja Católica do Brasil e dos países sul americanos.

De Theosfera a 27 de Novembro de 2010 às 11:08
Bom Amigo. Obrigado pelo comentário. Queria, entretanto, dizer-lhe que Leonardo Boff não foi expulso da Igreja. Foi-lhe, sim, imposto o que denominava «obsequioso silêncio», que, na prática, o impedia de escrever e falar. Não concordarei com tudo o que Leonardo Boff tem escrito, mas reconheço-lhe, além de uma enorme envergadura intelectual (aliás, o actual Papa até lhe pagou a publicação da tese), uma militância muito grande no essencial da mensagem de Jesus: a proximidade com os pobres. Acresce que só a ideia de expulsão é profundamente anti-jesuânica. Não foi Jesus que, como Ele disse, derramou o sangue por todos? Com é que alguém, em nome de Jesus, poderá expulsar alguém?
Abraço amigo no Senhor.

De Theosfera a 27 de Novembro de 2010 às 11:13
Já agora, quanto à Teologia da Libertação. Que eu saiba, não foi condenada. Aliás, como poderia sê-lo se toda a Teologia tem de ser de libertação. A libertação é um conceito fundamental na Bíblia. Basta ver Gál 5, 1: «Foi para a liberdade que Cristo nos libertou». O que foi feito foi uma chamada de atenção para alguns aspectos discutíveis. Mas é bom não esquecer uma frase célebre, embora esquecida, de João Paulo II: «Uma correcta Teologia da Libertação é não só útil, mas necessária». O que a Igreja não pode, sob pena de ser infiel a Jesus, é caucionar uma qualquer teologia da opressão. É certo que esta não se faz por escrito, mas vai sendo feita por actos, por silêncios. Loenardo Boff não é infalível, seguramente. Mas é um homem profundamente bom. Tem um grande coração.
Abraço amigo no Senhor.

De António a 27 de Novembro de 2010 às 13:46
Isso que você diz é completamente falso. Não insulte um homem generoso como Leonardo Boff que lhe fica muito mal...


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