O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

As finanças são o sintoma. A economia é o problema. Mas o verdadeiro desastre está na educação.

 

João Botelho pronuncia-se sobre este último ponto. E não hesita em apontar o fim da linguagem dialéctica no ensino. «O bem e o mal desapareceram. A moral desapareceu».

 

Tudo se ressente desta enfermidade inicial. A futilidade domina com presunções de excelência. «Neste momento, à frente do mundo, temos meros produtos televisivos. É a televisão que faz o denominador comum da nossa sociedade».

 

A futilidade gera, inevitavelmente, a acomodação, a ausência de horizontes. «As pessoas deixaram de lutar pelo futuro. Parece que só existe presente».

 

É por isso que as crises podem ser boas «se obrigarem as pessoas a pensar, a mudar, a ter atitudes e a lutar».

 

No entanto, João Botelho afirma-se «mais pela dissidência do que pela resistência».

publicado por Theosfera às 20:15

De Maria da Paz a 22 de Novembro de 2010 às 23:38
Mas os sucessivos Governos que temos tido não querem ver isto!
Portugal está entregue à feras...
Não há educação em Portugal.
O que será o futuro?

Maria da Paz

De Mª Amélia a 23 de Novembro de 2010 às 16:16
Querida Senhora D. Maria da Paz

Eu concordo em número género e grau que "estamos entregues às feras". E o pior é que é, de facto há muito tempo!

Repare querida senhora como os governos mexeram na educação...

Há vinte ou trinta anos atrás eu via professores (lógico que nem todos), autênticos apaixonados pelo ensino...envolvidos na aprendizagem dos seus alunos...exigentes com eles próprios e com os educandos, sem facilitismos, onde o processo avaliativo era de facto a forma de provar quem era trabalhador.

Mais: via docentes, autênticos carolas que dispunham do seu tempo, dos seus veículos, a fim de se empenharem em projectos, em actividades extra, a favor da Escola e dos alunos…

Toda a gente sabe que isto é real. Os professores, apenas recebiam a Aposentação quando, a isso eram obrigados, pela idade. Mesmo assim iam embora com dor, com saudade...

Um aluno, no antigo sétimo ano dos Liceus era um “sábio”, não dava erros ortográficos, tinha uma cultura geral elevada, enfim…

O que vemos, agora?
Professores completamente desmotivados...vítimas de enorme "pressão" de que fala o Rv.mo Sr. Padre João.

Afirmam que não aguentam, que não dormem, que ficam a preparar as aulas até às 3 da manhã, que são completamente sufocados pelo processo burocrático, que são vítimas dos alunos e Enc. de Educação e do sistema falido.

Que não têm recursos, sobretudo humanos, que se sentem mal, que querem ir embora o mais depressa possível!

Sentem-se imensamente tristes, doentes, cansados, ridicularizados.

Pior: que “não sabem em que se metem se retêm um aluno”. O aluno é para “empurrar” quer, saiba ou não! Por isso chega ao 12ºAno quase “analfabeto”.

Depois ouvem os pais a dizer que “antigamente é que era bom”. Ainda por cima são acusados do insucesso!

Isto é péssimo para todos, mas sobretudo, muito mau para os alunos! Se os docentes se sentem prejudicados são-no muito mais os alunos. E não digo isto de ânimo leve. Digo-o com enorme pesar, com angústia…

Seria bom que todos reflectissem sobre este assunto. Porque a educação é a base de toda uma sociedade que quer ser civilizada. A crise está aí e não é só económica, é como já aqui afirmei: crise de valores.

Enquanto houver no governo, individualidades que estão tão interessadas em retirar valores, em retirar Deus do coração das pessoas, sinceramente não acredito que haja algo de bom.

Um grande abraço no Senhor Jesus!
Maria Amélia
PS _ Enviei e acusou erro aqui. Peço perdão ao Rvmo Padre, acaso tenha enviado repetidamente.

De Maria da Paz a 23 de Novembro de 2010 às 16:54
Querida Senhora D. Maria Amélia:

Resumi tudo em «Portugal está entregue às feras», porque "enrouqueci" de "gritar" tudo o que a Senhora disse e que eu subscrevo inteiramente.
Sei do que falo e paguei com a minha saúde: um esgotamento provocado por excesso de trabalho (muito dele sem interesse nenhum e cheio de burocracia, enfim...) e provocado pelos erros e crimes que têm sido cometidos contra os mais novos, a coberto da palavra "liberdade". E de várias outras palavras sedutoras e mentirosas.

«Porque a educação é a base de toda uma sociedade que quer ser civilizada. A crise está aí e não é só económica, é como já aqui afirmei: crise de valores.

Enquanto houver no governo, individualidades que estão tão interessadas em retirar valores, em retirar Deus do coração das pessoas, sinceramente não acredito que haja algo de bom.»



Subscrevo inteiramente tudo o que a Senhora disse, repito, e muito especialmente estas frases suas (supra) que são tão verdadeiras e tão justas!

Creia que tenho "gritado" todas estas verdades, em muitos sítios e "aos quatro ventos", mas parece que quem pode não quer ouvir.
Se há momento da nossa História em que temos de implorar a Deus que tenha compaixão de nós, Povo Português, é agora!
Agradeço e retribuo, sensibilizada, o abraço amigo em Deus.
Afectuosamente,
Maria da Paz

De Evágrio Pôntico a 24 de Novembro de 2010 às 03:34
Estimado Sr. Padre João, Estimadas Senhoras,
concordo plenamente com os vossos pertinentes comentários. E partilho da angústia que perpassa pelas vossas almas.

Também fui professor durante alguns anos, e sei do empenho e abnegação de muitos para ensinar, não só matéria curricular, mas, sobretudo, valores.

Creio que esta "crise" do ensino não é, porém, ou apenas, um mero somatório de políticas mal pensadas e gizadas por ignorantes que ascenderam - sabe-se lá como! - a lugares-chave da administração ou dos lugares de decisão.
Julgo que não é por acaso, nem se trata de factos fortuitos provocados por simples ignorantes. Temos que ir bastante mais fundo...

Tudo isto, penso, começa a desenhar-se, de há muito, pelos anos vinte do século XX, com os marxistas "renovadores" (chamemos-lhes assim) da escola alemã de Frankfurt. Cientes de que a revolução do proletariado - projectada por Marx e Engels, pela via estritamente económica- tinha estrondosamente falhado, decidiram fazer a revolução (que iria suprimir a burguesia, os seus valores e ideais, e a sua influência na sociedade) pela via intelectual.

Daí surgiram as ideias mais abstrusas de corromper a sociedade, pondo em causa todos os valores até então defendidos pela sociedade organizada. Tais ideias ainda hoje fervilham na mente dos chamados ideólogos de "esquerda" e seus simpatizantes. Sabemos como têm procurado corromper os valores e as bases da família, cerne da sociedade, através das chamadas questões "fracturantes", de que são exemplo os "casamentos" gays, a legalização das drogas, a defesa do aborto… Enfim… um rol de perversões!

A táctica - imaginada pelo secretário-geral do PC italiano Antonio Gramscy - foi cativar para este ideário os intelectuais e professores, e os políticos obviamente, percebendo que todos eles seriam óptimos veiculadores desta nefasta propaganda.

Daqui que me pareça que não é por acaso que se vai instilando - e instalando - no ensino a desqualificação, a falta de qualidade, o desleixo, a ausência de valores, o abandalhamento em suma… Há um objectivo claro em tudo isto: a destruição da sociedade organizada e assente nos valores axiológicos. É um plano, mais do que maquiavélico, verdadeiramente diabólico!

Os católicos têm o dever de reagir contra esta sórdida manipulação dos jovens, protegendo-os na sua sanidade psíquica e moral, cientes de que só poderão realizar-se plenamente se estiverem inseridos numa sociedade regida por princípios sãos. Para operar tal defesa, é necessário que compreendamos bem como os "esquerdistas" actuam, e, sobretudo, que saibamos entender que nada do que provém dessa gente é por acaso…

A paz de Cristo para todos. E que Nossa Senhora nos proteja!

De Maria da Paz a 24 de Novembro de 2010 às 12:03
Ex.mo Senhor:
É verdade o que V. Ex.ª diz: de facto, há forças que manipulam tudo para destruirem. É a política de "terra queimada"! Sem escrúpulos, sem consciência!
É desolador e há muito que esta vaga destruidora se fazia sentir, como V. Ex.ª muito bem disse, primeiro surdamente e agora descaradamente!
E as maiores vítimas são os jovens, mas toda a Sociedade, ipso facto" é e será afectada. Temos de combater as forças do Mal. Só Deus nos pode valer! Calculadamente e muito bem (segundo os seus planos diabólicos) expulsaram Deus das Escolas e, com Ele, todos os valores e tudo o que era são e bom. Infelizmente, há muita gente que não se dá conta disto e toda a Sociedade tem feito cedências, deixando terreno livre aos piores crimes e deturpações perversas. Estamos a viver um período muito negro. Basta ver os títulos dos jornais - e isso é, apenas, a ponta do "iceberg"...
Os meus cumprimentos.
Maria da Paz


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