O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 21 de Novembro de 2010

Habitualmente vemos o poder de Cristo à luz do poder humano.

 

Era bom que aprendêssemos, de uma vez para sempre (éphapax, como repete a Carta aos Hebreus), a ver o poder humano à luz do poder de Cristo.

 

A palavra bíblica que se traduz por poder é dynamis ou exousia. Quer dizer energia, força. Nada de autoritarismo ou arbitrariedade.

 

Para Cristo, poder não é possuir, é dar. Não é concentrar, é distribuir. Não é afunilar, é estender. Ou seja, é amar.

 

Por isso, hoje como ontem, há quem não entenda o reinado de Cristo. É para este mundo. Mas não é deste mundo.

 

Continua a haver (mesmo, quiçá, entre os Seus discípulos) quem alardeie surpresa. O trono deste Rei é a Cruz. O Seu território é o coração humano. A Sua Lei é o amor. O Seu porte é a humildade.

2000 anos não chegaram para O conhecer. Quando nos resolveremos a segui-Lo?

publicado por Theosfera às 00:00

De António a 21 de Novembro de 2010 às 00:58
Nem Cristo é uniforme porque há várias interpretações sobre o Evangelho. E mesmo acerca de Deus, há várias concepções e interpretações. Para mim, é-me completamente impossível acreditar na figura demiúrgica do AT. Mesmo em relação a Cristo, há uma ou outra passagem no Evangelho que me deixa perplexo. Já aqui citei dois exemplos: a questão da Parusia, anunciada para um tempo histórico próximo da vida dos apóstolos,e o episódio do endemoninhado da terra dos gerasenos, com uma enorme quantidade de porcos a serem despenhados de um desfiladeiro,por Cristo, depois de neles ter feito entrar uma legião de demónios. Creio que, sobre esta matéria, da diferenciada interpretação do Evangelho, vale a pena atentar nas palavras de Simone Weil: " quando amigos autênticos de Deus- como foi,em meu sentir, mestre Eckart- repetem palavras que perceberam no segredo, no meio do silêncio, durante a união de amor, e que estão em desacordo com os ensinamentos da Igreja, é simplesmente porque a linguagem da praça pública não é a mesma que a da câmara nupcial". Depois valerá também a pena reparar numa das razões que levaram Simone Weil a nunca ter franqueado as portas da Igreja Católica. Ela referiu que foram duas pequenas palavras: " anathema sit"...


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