O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010

Não é texto de escritor. É palavra, ia escrever profecia, de ministro.

 

Anteontem, ao ouvir Teixeira dos Santos, lembrei-me de Vergílio Ferreira.

 

Para sempre é o título de uma das obras do escritor. Para sempre foi o teor da resposta ministerial, com sabor a oráculo.

 

A redução dos salários não é só por um ano como José Sócrates sugeriu a 29 de Setembro, sendo, já aí, corrigido pelo seu colaborador. Na altura, pairou a percepção de que seria por alguns anos. Agora, é para sempre.

 

Mas para sempre é o quê? Cem anos, mil anos, a eternidade?

 

Será que o ministro tem dotes divinatórios e pensa que Portugal nunca mais recuperará? E, no seu íntimo, pretenderá ele condicionar a vida pública para todo o sempre?

 

A expressão teve uma clara pretensão performativa, mas todos nós sabemos que as coisas são definitivas enquanto duram.

 

O que Teixeira dos Santos visou foi, certamente, cortar cerce qualquer ilusão e fazer freio a todo o sonho de uma vida mais desafogada para muitos cidadãos.

 

Os tempos não correm fagueiros para a esperança. Mas, volto a Vergílio Ferreira, «quando a situação é mais dura, a esperança tem de ser mais forte».

 

O senhor ministro tem interferência no presente. Mas não é dono do futuro.

 

Para sempre é algo que lhe escapa. E há-de ter um rosto bem mais ridente que as suas (tenebrosas) previsões.

publicado por Theosfera às 05:53

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