O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 14 de Novembro de 2010

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. 
 
Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

 Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.


A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos «ricos».


Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem ...
 

publicado por Theosfera às 21:13

De Licurgo a 15 de Novembro de 2010 às 00:56
Senhor Padre João, muito oportuno colocar este poema, que retrata verdades cristalinas, do grande escritor Mia Couto.
Claro que se refere à realidade moçambicana. Mas é tão semelhante à situação que se vive hoje em Portugal...

De Maria da Paz a 15 de Novembro de 2010 às 08:05
Mia Couto sabe do que fala: Moçambique, a terra em que nasceu, agora só produz ricos, não riqueza! (E é um território enorme e com tantas potencialidades!)
Aí, agora, a corrupção é mais do do que muita: está na ordem do dia e é contínua. O Povo passa fome, agora, muita fome, e sofre na pele muitas doenças que não podem ser tratadas: os belíssimos hospitais que havia, estão, agora, degradados e os médicos quase não existem, sendo substituídos por enfermeiros (?!). A esperança de vida, agora, é de cerca de 42 anos...
Foi este o resultado da FRELIMO comunista e da presença dos soviéticos que em nada ajudaram os País: roubaram o que puderam!
Isto é concreto como 4, resultado de 2+2.


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